sábado, junho 13, 2020

Do confinamento enlouquecedor, para o desconfinamento mais enlouquecedor ainda - O "novo normal"

Já passaram quase dois meses desde que escrevi aqui pela última vez. Passamos do confinamento enlouquecedor, para o desconfinamento mais enlouquecedor ainda, que alguns insistem em chamar de o "novo normal". Detesto esse termo pois, para os meus padrões de normalidade, o que estamos vivendo hoje pode ser tudo, menos normal! Como referi em meu último post, não, não é normal, e não será fácil nos adaptarmos a esses novos tempos. Talvez para os mais novos, seja um pouco mais fácil... No entanto, para os mais velhos (entre os quais eu me enquadro) o tempo para essa adaptação terá de ser maior.
E por quê?
Porque ainda que estejamos conseguindo desconfinar, a pergunta que eu sempre faço é:
- Desconfinar para quê? Eu tenho mesmo necessidade de sair de casa? 
Para quem não tem necessidade de sair, não tem obrigação de sair, enfrentar o "novo normal" lá fora é um esforço que, na minha opinião, não vale a pena. 
Saímos de casa, sem necessidade, quando queremos ter um momento que nos dê prazer fora de casa. Então, vejamos:
- Onde está o prazer em sair de casa com uma máscara (que muitas vezes dificulta a respiração e embaça os óculos)?
- Onde está o prazer em ir a qualquer lugar, uma vez que na maioria deles temos que aguardar, de máscara, em filas, tentando manter a distância de 2 metros, para conseguirmos entrar? 
- Onde está o prazer em almoçar ou jantar fora, tendo que usar máscara, e não podendo decidir o que nos apetece comer na hora, pois é preciso marcar com antecedência, para garantir que teremos lugar e não precisaremos aguardar na fila?
- Onde está o prazer em ir à missa, e lá permanecer durante 1 hora, de máscara?
- Onde está o prazer em ir ao ginásio e ter que andar lá dentro de máscara, ter que agendar as aulas, não ter as aulas que estava acostumada a ir porque reduziram os horários, não poder tomar banho após uma aula de hidroginástica, porque até pouco tempo não se podia utilizar o chuveiro (ou se podia utilizar o chuveiro, mas não se podia usar shampoo, algo que eu nunca compreendi)? Enfim, para quem diz que a vida está voltando ao "normal", eu digo, apesar de você estar desconfinando, não, a sua vida não está voltando ao normal, porque você não consegue fazer as coisas que fazia antes, da maneira como as fazia antes. Você pode até conseguir fazê-las nesse "novo normal", e talvez até consiga, não vou dizer sentir prazer, mas se adaptar melhor do que eu. Mas, para mim, sair de casa nessa sua "normalidade" é um stress!
Para além do uso da máscara me incomodar demais (como vocês já devem ter percebido), o que mais me deixa desconfortável é aquela desconfiança que paira no ar quando vemos alguém sem máscara, ou quando alguém nos vê sem a máscara. É instintivo! Se alguém sem máscara vem em nossa direção, temos a tendência de atravessar a rua, e a recíproca também é verdadeira. O mesmo se passa se vemos alguém com a máscara no queixo ou debaixo do nariz (pior do que não usar a máscara é usá-la assim!) Acho que nunca prestamos tanta atenção nos outros, ainda que todos pareçam criminosos (já que aqueles que não conseguimos ver a cara, porque estão de máscara, parecem assaltantes, e aqueles que conseguimos ver a cara, porque estão sem máscara, parecem que estão cometendo um crime!). 
Ainda assim, tenho insistido nesse desconfinamento, nem que seja para dar uma volta. O problema é que quando tenho uma coceira no rosto, tenho que lembrar primeiro de desinfetar as mãos antes de me coçar! Ou seja, vou dar uma volta ao ar livre para não enlouquecer, mas tenho que fugir dos pólens, insetos e rezar para não ter comichões e não esquecer que, antes de qualquer ato, tenho que desinfetar as mãos! E, ainda assim, quando chego em casa, desinfetar só as mãos não basta! Tenho que tomar banho e lavar a cabeça, pois o Dr. Bactéria falou que o vírus é gorduroso, pesado, e que cola nos cabelos! Portanto, todas as vezes que sair de casa, na volta terei de lavar a cabeça! (pois é... algumas lives durante a quarentena acho que me fizeram mais mal do que bem!) Assim, acho que se o objetivo de sair de casa é não enlouquecer, para mim não vai dar muito certo... Antes pelo contrário! Esse desconfinamento está a ser mais enlouquecedor do que o confinamento.
Por isso, ainda que muitos digam que já voltaram à uma "certa normalidade", eu prefiro ficar em casa. Acho esse "novo normal" um stress!

quarta-feira, abril 15, 2020

Como ficar em casa sem enlouquecer - Episódio 6 - Desista de não enlouquecer!

Hoje faz 33 dias que não saio de casa… Para falar a verdade, saí, uma única vez, para ir à farmácia. Como não gostei do que vi (lojas, restaurantes e cafés fechados; farmácias e supermercados com filas à porta; e alguns grupinhos de pessoas que insistem em ficar juntos, na praça, conversando), resolvi não sair mais. O meu receio, agora, é que quando seja possível sair, eu já não queira… Tenho trabalhado muito isso na minha cabeça, sobretudo porque, por mais que eu tenha procurado manter a minha rotina, e por mais que eu tenha começado a me exercitar através de vídeos de yoga e pilates no Youtube, fisicamente não estou bem… Sinto-me sem resistência física, como se o simples facto de levantar do sofá, ou da cadeira em frente ao computador, onde passo a maior parte do dia, fosse um grande esforço para mim. Enfim… toda essa introdução foi para justificar aos meus poucos, mas fiéis, leitores porque deixei de conseguir rir disso tudo, apesar de, racionalmente, ainda achar que "rir é o melhor remédio".
Mas hoje, estimulada por um texto muito bom que uma amiga escreveu no Facebook, me apeteceu escrever… Apeteceu-me escrever porque continuo a achar que manter uma rotina é importante, mas porque também tem dias que não consigo mantê-la. Apeteceu-me escrever porque continuo a achar que devo manter-me produtiva, mas porque também tem dias que não consigo produzir. Apeteceu-me escrever porque, apesar de continuar a achar "normal" nos cobrarmos, passei a achar, cada vez mais "normal", nos "perdoarmos" por não conseguirmos manter uma rotina e produzir como se tudo estivesse normal. Não, não está nada normal. 
Não é normal não ter mais aquelas dezenas de programas sobre futebol em diversos canais, apesar de isso ser uma das poucas coisas que eu considero positiva nessa crise toda;
Nao é normal, mas é compreensível, eu ter engordado 3 quilos desde que tudo isso começou, sobretudo nas últimas semanas, quando deixei de controlar a minha alimentação e comecei a comer aquilo que dá prazer...
Não é normal, mas também é compreensível, eu não conseguir focar-me e produzir como eu gostaria, uma vez que tenho trabalho só até Julho, não tenho perspectivas do que irei fazer profissionalmente a partir de Agosto, e as atuais circunstâncias não são muito promissoras neste aspecto… Hoje escutei o Presidente do Sindicato dos Funcionários das Escolas Públicas dizer que muitos destes funcionários com contrato a termo nos últimos 3 anos, e cujo mesmo acaba em julho, a partir de agosto estarão desempregados porque o governo não prevê (pelo menos até agora) um concurso para coloca-los nos quadros do funcionalismo público. Pois bem, bem vindo ao meu mundo! Não, não são só os funcionários das Escolas Públicas de Portugal que irão ficar desempregados e sem perspectivas de emprego. São muito mais pessoas, das mais variadas profissões, e muitas das quais, inclusive, já se encontram nessa situação  Por isso, este problema, infelizmente, não é um privilégio dessa categoria profissional.
Também não acho normal, mas acho saudável, eu, talvez para me sentir mais produtiva e a fazer algo que realmente interessa nesse momento, ter criado um estudo sobre "O impacto da COVID-19 nos estudantes internacionais e estrangeiros em Portugal", de uma forma totalmente voluntária, sem ganhar absolutamente nada com isso, e tendo imenso trabalho para fazer. Racionalmente eu me pergunto, porque resolvi fazer isso, tendo tanto trabalho, tendo que ler e escrever artigos científicos, sem ser remunerada para tal, enfim… e tendo já tantas outras obrigações? A única resposta que consigo encontrar para isso é: O que é mais importante nesse momento? Se esse não é um momento "normal" das nossas vidas, não temos que ser "normais" e continuar a fazer o que seria "o normal".
Não, não temos que nos cobrar mais, não temos que produzir mais, não temos que estar bem o tempo todo, nem rir dessa desgraça o tempo todo. Não temos que ter uma rotina sempre, nem uma alimentação saudável sempre, e nem fazer exercícios todos os dias. Ficar em casa, sem enlouquecer, requer muito mais do que regras… Requer paz de espírito, pensamento positivo, acreditar que tudo vai ficar bem, o que, nesse momento, é quase impossível para aqueles que se dizem "normais". Portanto, entregue-se a insanidade mental do momento! Sim, você vai enlouquecer, e sim, isso será "normal"!
Continue em casa, porque isso agora é o "normal"


terça-feira, abril 07, 2020

O impacto da COVID-19 nos estudantes internacionais/ estrangeiros no ensino superior em Portugal

Hoje vamos falar de uma coisa séria! O impacto da COVID-19 nos estudantes internacionais/ estrangeiros no ensino superior em Portugal
É facto que o Novo Coronavírus (COVID-19), e as medidas que têm sido implementadas em diversos países para contê-lo, estão (e irão continuar) a impactar a vida de todos os estudantes, em qualquer nível de ensino, nacionais ou internacionais. No entanto, basta olharmos para as dificuldades que os estudantes internacionais normalmente têm, devido ao facto de estarem longe da família, para imaginarmos que estes poderão vir a sofrer, ainda mais, com essa crise que promete ser longa.
Por isso, eu a uma colega do Grupo MIGRARE - Migrações, Espaços e Sociedades (do CEG/ IGOT), decidimos lançar um questionário online com o intuito de inventariarmos as dificuldades acrescidas que os estudantes internacionais/ estrangeiros inscritos no ensino superior português estão a ter nesse momento. Trata-se de um trabalho sério, que pretende apresentar algumas recomendações para minimizar os efeitos nocivos que esta crise poderá ter sobre estes estudantes.
Neste sentido, convidamos todos os estudantes internacionais/ estrangeiros inscritos numa instituição de ensino superior em Portugal a preencherem o questionário que se segue e, se possível, divulgarem-no para o maior número de pessoas: https://forms.gle/F277wX9gGBv3d29p6
English version follow the link: https://forms.gle/MvzNkJzxQSquqpD4A

Muito obrigada!
Juliana Iorio

sábado, março 28, 2020

Como ficar em casa sem enlouquecer - Episódio 5 - Vamos continuar a rir disso tudo, antes que eu comece a babar!

Pois bem! Hoje faz 15 dias que não saio de casa! Já enlouqueci? Não. Mas não devo estar muito longe disso...
Então, vamos continuar a rir disso tudo, antes que eu comece a babar!
Hoje, como é sábado, prometi a mim mesma que não iria trabalhar. Confesso que, mesmo antes do confinamento, "não trabalhar" aos sábados era um exercício que eu tinha que fazer todos os fins de semana. Ou seja, tinha que "trabalhar" na minha cabeça que era dia de descanso e que eu não devia trabalhar! Mas quando se pode sair, ir ao ginásio, à missa, almoçar fora, etc, é mais fácil conseguir não trabalhar ao sábado, do que quando se tem que ficar em casa, e a televisão nos convida o tempo todo a... trabalhar! Mas o que são esses filmes que os canais abertos resolveram passar nesses fins de semana de confinamento? Eu não sei quanto às pessoas que vivem em outros países, mas aqui em Portugal tem sido um convite ao suicídio! Socorro!
Mas enfim… Acordei e pensei: Vou cuidar de mim! Primeiro fiz o almoço (fui a procura de uma receita na Net que pudesse usar os ingredientes que estavam passando do prazo de validade, e ainda que tenha ficado bem mais ou menos, comi. Afinal, em tempos de contensão não se pode jogar nada fora!), depois fui tomar banho, lavar a cabeça e fazer as unhas. Não que não tome banho todos os dias, não me interpretem mal! Mas tomar banho sem ser a correr porque tens que trabalhar, é outra coisa! Aliás, tomar banho é muito bom, né? Acho que é a coisa que eu mais gosto de fazer na vida… Sim, é melhor que comer e melhor do que fazer as outras coisas que, nesse momento, vocês estão a imaginar! Por isso tenho muita dificuldade em entender que se tenha que pedir às pessoas para terem hábitos de higiene… Pessoas perguntando em comunidades no Facebook se, por ficarem em casa, precisam lavar as mãos! Como assim? Só faltam perguntar se precisam tomar banho! E o pior é que os médicos respondem! "Sim, deve lavar as mãos após as refeições, depois de ir à casa de banho…" e por aí vai! De facto, como dizia Nelson Rodrigues, "Se cada um soubesse o que o outro faz dentro de quatro paredes, ninguém se cumprimentava!"
Bem… mas voltando ao que interessa, enquanto hoje eu só pensava em cuidar de mim, o companheiro aqui de cela preferiu cuidar da casa. Não que ele já não esteja fazendo isso há, pelo menos, 3 dias… Mas quando se trabalha fora de casa, e se tem que ficar em casa, sem trabalhar, procura-se... trabalho! E fazer faxina, faseadamente, é a garantia de se ter trabalho durante uns bons dias! Pois bem! Acho que a minha casa nunca esteve tão limpa! Foi um tal de tirar os tapetes do chão, puxar móveis, frigorífico, máquina de lavar roupa, máquina de lavar louça, enfim… descobri que se pode "puxar" coisas que eu achava que eram fixas! E também descobri que, essas coisas, só deverão ser "puxadas" de novo quando houver uma outra pandemia! Hahahahaha! A menos que depois disso tudo passar eu contrate um FAXINEIRO! Sim, de preferência bem forte para continuar arrastando móveis… e, já agora, que possa trabalhar sem camisa! Hahahahaha! Brincadeirinha marido! Quando isso tudo passar, não vejo a hora de voltarmos a ter a nossa querida mulher-a-dias, que pode não ter forças para "puxar" móveis, mas que ainda assim nos fazia muito feliz! Aqui o clichê do "éramos felizes e não sabíamos" encaixa na perfeição!
PS: Descobri um livro para reler nos fins de semana (durante ou após a quarentena!):
"A Economia do Ócio",
de Domenico De Masi
Fica a dica!
E aproveitem o fim de semana!

terça-feira, março 24, 2020

Como ficar em casa sem enlouquecer - Episódio 4 - Fazer juízo de valor do outro: A ocupação preferida dos desocupados!

Já falei em outro post sobre a importância de termos uma rotina. Também já revelei que, por trabalhar em casa desde 2006, já tinha essa rotina estabelecida. Até por isso tenho ouvido muito colegas dizerem:"Ah, para você é fácil, você já está acostumada". Sim, eu já vivia em "prisão domiciliar", só que o que os meu colegas esquecem é que agora tenho um "companheiro de cela"! Logo, se a rotina do meu marido mudou (e mudou!), a minha forçosamente também teve que mudar! Por isso, não, não é fácil eu manter a minha rotina porque agora a dinâmica da casa mudou. Tive de criar uma nova rotina!
Por exemplo:
1 - Agora, quem dispensou a faxineira, ou a faxineira se "Auto dispensou", vai ter que fazer a faxina. Logo, eu e meu marido teremos de estar em sintonia no dia em que formos fazer isso, pois eu continuo a trabalhar. Portanto, conciliar trabalho e faxina, no mesmo dia e hora, não será uma tarefa fácil.
2 - Agora, quem fazia ginástica fora de casa, terá de fazer dentro de casa (isso se quiser ter alguma mobilidade no fim desse confinamento). Mas já imaginou a implicação disso? Primeiro tem que ter um colchão para fazer ginástica (se não tiver o colchão e decidir comprar online, prepare-se para outra batalha: A entrega em casa). Segundo, tem que ter um espaço para fazer ginástica. Terceiro, este espaço não pode coincidir com o espaço que a outra pessoa, agora dentro de casa, também quer ocupar.
3 - Agora, tenho que fazer o meu almoço todos os dias. Mesmo porque, contar com os serviços "delivery" em Portugal, está a ser uma tarefa muito mais difícil do que eu imaginava. O facto é que,  Portugal não estava preparada para este boom no "delivery" e, portanto, quanto menos precisarmos desse tipo de serviço, melhor!
Ainda assim, como determinados lugares continuam a oferecer serviço de entrega por Correio express, e uma vez que os correios em Portugal não cancelaram esse tipo de serviço, seria de esperar que poderíamos contar com ele, certo? Não. Errado. Contar com serviço de entrega do correio express atualmente é correr o risco do carteiro nem tocar a campainha, e simplesmente deixar o aviso para levantar a encomenda na agência dos CTT.  Isso aconteceu comigo e, como tal, achei que devia fazer uma reclamação na página do Facebook do CTT. Meu Deus, vocês não imaginam a quantidade de pessoas que se manifestaram "raivosamente" contra mim, por eu ter cometido o "crime" de, nessa altura, encomendar algo para ser entregue através dos correios! Pessoas que não me conheciam de lado nenhum vieram com discursos do tipo: "carteiro também é gente", que eu "devia ser menos egoísta e pensar no carteiro" (como se eu estivesse obrigando o carteiro a trabalhar) e outras, que devem ter pacto com alguma "força oculta", até chegaram a dizer que o que eu havia encomendado não era um bem de primeira necessidade e que eu devia era parar de fazer encomendas supérfluas! Foi tão surreal que eu tive que apagar o post do Facebook! Eu não sei se é porque as pessoas não têm o que fazer, se andam mais irritadas, ou se gostam mesmo de dar palpite e julgar os outros sem os conhecerem, mas o facto é que, nesse momento, fazer juízo de valor do outro parece ser a ocupação preferida dos desocupados! 
E não me venha com essa de que as pessoas estão mais deprimidas, porque quem tem depressão procura ajuda. Sim, Síndrome do Pânico, Depressão e etc, são todas doenças passíveis de se manifestarem nesse momento, mas todas têm tratamento e remédio. Todos estamos vivendo um turbilhão de emoções (medos, incertezas, tédios, frustrações), a diferença está entre os que têm lidado com isso de uma forma mais positiva (tá certo que, destes, muitos já devem estar medicados! Hahaha!), e aqueles que não estão a conseguir gerir essas emoções. O problema é que, destes últimos, poucos são os que procuram ajuda especializada (e isso não é de hoje) e muitos (cada vez mais) preferem utilizar as redes sociais como "divã" para descarregarem essas emoções.
Por isso, uma vez mais reitero a importância de:
1 - Ter uma rotina (se já a tiver mas não estiver conseguindo mantê-la devido as atuais contingencias, reinvente-a!);
2 - Não julgue os outros. Cada um sabe de sí e Deus nosso senhor sabe de todos (sim, eu acredito em Deus)!
3 - E procure ajuda especializada sempre! As redes sociais não são essa ajuda, e muito menos especializada!
Mas mantenha a sua mente sã!

sábado, março 21, 2020

Como ficar em casa sem enlouquecer! Episódio 3 - Rir da nossa própria desgraça é ainda o melhor remédio!

Atum! Ontem, dia 20/03/2020, fez uma semana de confinamento e eu resolvi abrir a minha primeira lata de atum! A noite, porém, quando ouvi o Primeiro Ministro de Portugal dizer que isso veio para durar, me arrependi de já ter começado a comer atum! Ai, ai, ai, eu devia ter esperado mais tempo para abrir aquela latinha de atum...

O meu marido ainda tem conseguido comprar alguns frescos, o que ainda nos têm possibilitado fazer sopa. Mas para que a sopa fique bem forte, e não precisemos comer outra coisa para além de sopa, ele tem apostado no feijão, grão, repolho, massa, ou seja, coisas que fermentam bem pouco... Portanto, imaginem só o acúmulo de gás que duas pessoas, a comerem sopa de grão e repolho, duas vezes ao dia, poderão produzir! Será gás suficiente para explodir o prédio! Enfim, isso não vai dar certo!

Mas para falar a verdade, isso de assistir ao telejornal tem me tirado o apetite. A gente acaba comendo para se manter em pé, mas é difícil fazer descer qualquer coisa agora… O nó na garganta faz uma espécie de "barreira". Por isso, e já que é saudável continuarmos a cuidar da nossa aparência, nos meus "tempos livres" eu tenho aproveitado para tirar sobrancelha, fazer as unhas, e agradecer o "Nosso senhor da depilação à laser" por eu ter investido nisso, e hoje não ter que me preocupar com os pelos do corpo! Que nos valha isso! Saber que aplicamos o nosso dinheiro numa coisa que, realmente, valeu a pena! Contudo, como é tempo de contenção, ontem tive a brilhante ideia de lavar os cabelos e não colocar creme. Para quê gastar creme se não vou sair de casa, não é mesmo? Bora economizar! Pois bem, lavei a cabeça e fui para a frente do computador, trabalhar! Quando, entretanto, retornei a casa de banho, levei um susto com a mulher que lá encontrei! Aquele cabelo é mesmo meu ou eu esqueci que havia colocado um capacete??? Apressei-me a prender aquilo antes que o meu marido visse, para não antecipar nele a vontade de pedir o divórcio! Nesse momento, pensei, devia ter investido numa escova progressiva!

Enfim galera, isso não vai ser fácil! Termino esse post com uma imagem que vi hoje no Facebook, e que, até hoje, eu pensava que me representava… Não, esta imagem não me representa mais! De qualquer forma: #fiquememcasa


quinta-feira, março 19, 2020

Como ficar em casa sem enlouquecer . Episódio 2 - O diário de um confinamento continua!

Como referi no post anterior, para quem trabalha em casa ter uma rotina é fundamental.
A casa, por si só, nos convida ao desvio do trabalho o tempo todo! Por isso, o estabelecimento de regras torna-se necessário para que não boicotemos a realização do trabalho com outras tarefas (colocar a roupa na máquina, tirar a roupa da máquina, estender no varal, passar a roupa, passar aspirador, limpar a casa de banho, fazer o almoço, e etc). Não que quem trabalhe em casa não tenha TAMBÉM que fazer tudo isso! É lógico que tem, até mesmo para que o seu local de trabalho seja, minimamente, organizado. Quem trabalha em casa costuma ter "dupla jornada", com a diferença de que ambos os trabalhos realizam-se no mesmo local. Portanto, se não estabelecemos o período de dedicação à cada um deles, eles poderão se sobrepor e, nesse caso, é muito provável que nada seja feito do jeito que tem que ser.
1 - Em primeiro lugar, é fundamental ter um horário para acordar. Não é porque trabalhas em casa que podes dormir até tarde! Se não tiveres horário a cumprir, até podes dizer, "mas eu posso fazer o meu trabalho em qualquer horário", ainda assim, procure se autodisciplinar, para quando voltares a trabalhar fora, não ser tão penoso ter que acordar em determinado horário.
2 - Faça o que você faria se tivesse que sair para trabalhar, ou seja, NUNCA TRABALHE DE PIJAMA! Ficar de pijama em casa pode ser muito bom, mas não para trabalhar! Se arrume como se você  fosse para o escritório, e dirija-se ao escritório da sua casa! Pense na alegria de não ter que perder tempo com deslocações, e vá para o escritório da sua casa feliz!
3 - Tenha um local específico para trabalhar. Trabalhar na cozinha pode até ser agradável, mas você terá mil coisas para desviar a sua atenção do trabalho. E aqui não falo só da máquina do café convidando-o a tomar um cafezinho de 5 em 5 minutos, mas da máquina de lavar roupa, lembrando que você tem roupas para lavar, do fogão, lembrando que você tem almoço para fazer, e etc...
4 - Faça pausas. Se quem trabalha fora pára para tomar um café, quem trabalha em casa também deve parar. Ok. Agora não podemos sair para tomar um café na rua (buá!!!), não podemos ir ao ginásio (buá!!!), mas podemos tomar café dentro de café, fazer exercícios dentro de casa e, para os menos disciplinados (em relação a atividade física) como eu, podemos sempre escrever num blog ;) , ver as redes sociais, responder mensagens,  enfim… fazer alguma coisa que não esteja relacionada com o trabalho.
5 - Cozinhar, por exemplo, pode ser uma boa maneira de fazer uma pausa do trabalho! POR ISSO NUNCA, MAS NUNCA MESMO, TRABALHE ENQUANTO ALMOÇA . Daí, uma vez mais, a importância de não se trabalhar na cozinha. Teremos a tendência de levar o prato para frente do computador, de não dar a devida atenção à nossa alimentação, e aí comeremos mal, teremos fome mais rapidamente, e iremos parar toda hora para comer! Trata-se de um ciclo vicioso! Quem almoça mal, vai petiscar o resto do dia e, como estará em casa, culpará a casa pelo facto de estar a comer mais e a engordar! Não, a culpa não é da casa, mas de você não encarar a sua casa como o seu local de trabalho. Se antes, quando trabalhava fora, não parava para comer a toda hora, agora que está em casa também não irá fazer, ok?
Eu costumo dizer que, trabalhar em casa é:
"Primeiro estranha-se e depois entranha-se" No começo é difícil, mas depois, quando se estabelece uma rotina, chega uma hora que se consegue fazer tudo de uma forma "natural". Tá certo que eu não tenho filhos e animais, e presumo que com essas duas "variáveis" deva ser um bocado mais difícil… Mas sei que o ser humano se adapta à tudo!
No final desse "confinamento", acredito até que terá muita gente com dificuldade em se "readaptar" a voltar a trabalhar fora!


quarta-feira, março 18, 2020

Como ficar em casa sem enlouquecer - Episódio 1

Apesar de trabalhar em casa e de considerar que para a sanidade mental de qualquer pessoa que trabalhe em casa é necessário sair de vez em quando, nem que seja para tomar um café, ir ao ginásio, almoçar fora, etc; como nesse momento NÃO SE PODE SAIR DE CASA (por causa do COVID-19), resolvi partilhar convosco alguns pensamentos/dicas. Talvez para as pessoas que estão mais habituadas ao distanciamento social, como eu, seja mais fácil não enlouquecer! Afinal... temos ampla experiência no assunto!

Pois bem! O pensamento de hoje é:

"PENSE EM FICAR EM CASA COMO UMA FORMA DE POUPANÇA!"

Quem fica em casa gasta menos porque:

1 - Não precisa comprar roupa, sapato, bijuteria, perfume, etc, para ir trabalhar (pode trabalhar com a sua roupa de mendigo mesmo - aquela que todo mundo tem para ficar em casa - ou mesmo de pijama!) - e aqui apesar de economizar no perfume, convém tomar banho. Ninguém vai sentir o seu cheiro, mas a higiene é tudo nesse momento!

2 - Não vai gastar com transporte (carregar o passe, colocar combustível), logo, quem tem carro também não vai precisar fazer a manutenção do mesmo;

3 - Vai gastar menos porque não vai tomar o pequeno almoço, almoço ou jantar fora de casa. Lembre-se: Cozinhar é sempre mais barato e saudável!

4 - Vai gastar menos porque não vai poder ir ao cinema, teatro, concertos, centros comerciais, enfim… não vai poder ir a lugar nenhum! Portanto, quem fica em casa vai ter tempo e, enquanto tiver dinheiro, não vai ter onde gastar!

5 - Quem fica em casa poderá dispensar a faxineira porque, com o tempo que vai ter, vai poder limpar a casa (eu sei, eu também detesto fazer isso, mas agora convém mesmo manter a distância social!)

6 - Por fim, não é porque está em casa que terá de consumir mais energia, água e gás. Estabeleça uma rotina! Disciplina e Rotina também nos ajuda a poupar!

Por isso, no meu próximo pensamento falarei sobre como a rotina, para além de nos ajudar a poupar, também pode nos ajudar a não enlouquecer! Sigam fazendo a vossa poupança!
Até amanhã!

domingo, março 15, 2020

Será preciso fechar as fronteiras porque o bom senso não é suficiente?

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Ficar em casa para mim nunca foi um problema. Há anos que eu trabalho em casa, e para falar a verdade, adoro. Só que existe uma diferença em você ficar em casa porque quer e você ser obrigada a ficar em casa. É como quando não fazemos dieta mas não nos apetece comer determinadas coisas que só temos vontade de comer quando não podemos! O ser humano é mesmo estranho… Fim de semana passado, quando o COVID 19 ainda não havia colocado Portugal em estado de alerta, eu saí sábado e domingo para almoçar fora. Lembro-me de ter pensado: "Isso não pode ser! Sair sábado e domingo para mim é demais! Fim de semana que vem não vou querer sair de casa!" Bem… parece que Deus ouviu as minhas preces! Só que agora, que sou obrigada a ficar em casa, a coisa muda de figura… Então quer dizer que nem ao ginásio e nem à missa poderei ir? NÃO, NÃO PODEREI (e não irei). Finalmente, hoje, dia 15 de Março de 2020, recebo a informação de que o meu ginásio estará fechado por tempo indeterminado, e no site da Igreja que costumo frequentar de que as missas estarão suspensas, por tempo também indeterminado.

É assustador o quanto a nossa vida pode mudar de uma semana para a outra. E o mais assustador é que só nos damos conta disso quando somos confrontados, subitamente, com a inevitabilidade da mudança. Só nos damos conta do quanto o mundo, em pleno século XXI, está despreparado para lidar com essas coisas, quando elas acontecem. Só nos damos conta da nossa falibilidade enquanto Doutores, quando a medicina, em pleno século XXI, se depara com casos que não consegue resolver.

Muito se tem dito sobre o facto de não se dever alarmar as pessoas para não instauramos o pânico. Pelo que tenho visto nesta última semana, mesmo com o alarme gritando em todos os jornais, canais de televisão e redes sociais, há ainda quem não esteja alarmado o suficiente. Nem o tão falado "açambarcamento", palavra que eu, na minha ignorância, tive que procurar o seu significado (e em minha defesa digo que isso talvez tenha acontecido por não ser uma palavra muito usada no Brasil), parece que assustou as milhares de pessoas que continuam a ir às praias (e aqui não falo só às praias portuguesa, mas também às praias brasileiras). E quando o alarme não é o suficiente para ativar o bom senso das pessoas, deparo-me sendo a favor de medidas proibitivas que, normalmente, uma adepta de regimes democráticos como eu, não costumaria apoiar. Será que será preciso fechar fronteiras e proibir que as pessoas saiam de casa, porque o bom senso não é suficiente para limitar a liberdade de ir e vir?

Quantas pessoas terão de morrer para que as pessoas entendam a gravidade do que estamos a passar? Desculpem-me o alarmismo, mas prefiro-vos alarmados, em pânico, mas vivos, do que tranquilos e mortos.

Penso que todo mundo tem um parente, um amigo ou conhecido médico que já está mais inteirado do COVID 19. Portanto, se não acreditam nas informações "alarmantes" que têm recebido, conversem com esses profissionais porque eles poderão vos elucidar da gravidade do que se está a passar. Se o facto de, em 900 anos de existência, NUNCA uma missa ter sido suspensa em Portugal não for o suficiente para vos assustar, sinceramente, eu não sei o que vos poderá assustar. Ainda assim, conversem com um médico. Os amigos médicos que tenho estão em pânico por dois motivos: (1) Esse virus causa insuficiência respiratória e os hospitais em todo mundo não têm máquinas para ventilar todos os doentes que delas irão precisar. Logo, terão sim de fazer escolhas. Aqueles que ficarem ligados às máquinas, terão mais chances de sobreviver. (2) Ainda que sobrevivamos, trata-se de um vírus cujas sequelas para os pulmões serão irreversíveis. Portanto, ainda que seja muito pouco provável que consigamos escapar à contaminação, (1) se contrairmos o vírus numa fase em que a pandemia estiver mais controlada, e precisarmos de uma máquina de ventilação, será mais provável termos acesso à ela. (2) Se mantivermos o nosso sistema imunitário mais fortalecido, poderá ser que os danos em nosso pulmões sejam menores.

Portanto, protejam-se, fortaleçam o vosso sistema imunitário, e tentem ficar em casa para não contrair o vírus, pelo menos por agora.

Não, não vai ser fácil famílias inteiras ficarem trancadas dentro de casa durante tantos dias. Como ouvi um comentador dizer: Provavelmente muitos divórcios acontecerão fruto dessa obrigatoriedade! Mas, brincadeiras à parte, pensemos pelo lado positivo! (1) Ainda podemos abrir as janelas, ir para as varandas e tomar sol! Esse vírus não se propaga pelo ar, de modo que ainda poderemos ter uma vida social, nem que seja à janela! (2) Viva as novas (já não tão novas assim!) Tecnologias da Informação e da Comunicação! Graças à elas, hoje podemos fazer vídeos conferências, falar com pessoas que estão no outro lado do mundo, e não nos sentirmos tão sós! Na realidade, somos uns sortudos! Até concertos online, gratuitos e no conforto do nosso lar, temos a sorte de ter! Obrigada Salvador Sobral pelo Concerto de sábado, dia 14, à noite. (3) Também temos a sorte de, à distância de um clique, conseguirmos comprar o que necessitamos, sem precisar ir ao supermercado. Hoje, muito diferente de muito pouco tempo atrás, não precisamos estar em "bunkers" e nem fazer stocks de enlatados e papel higiénico! Ou seja, não precisamos açambarcar! Já agora:

açambarcar



a.çam.bar.car

verbo transitivo
1.
comprar e reter quantidades elevadas de mercadorias com o fim de, pela escassez, fazer subir os seus preços no mercado
2.
monopolizarapropriar-se de

sábado, novembro 23, 2019

Ah Natal....

Apesar de considerar que "Agosto fora, já é Natal", adoro quando começa o frio, as luzes de Natal, as decorações e roupas alusivas ao Natal nas lojas, enfim, o Natal em Portugal!
E o Natal em Portugal já começou! Mas para além das luzes e das lojas, que já se encontram no clima natalício, há montes, mas montes mesmo de atividades para crianças, e para adultos que, assim como eu, não deixam morrer a criança que existe dentro de nós.
Portanto, vou citar aqui somente alguns, dos muitos eventos, que farão o Natal em Portugal em 2019!

No entanto, convém lembrar que, diferente  do que acontece no resto da Europa, alguns mercados e feiras de Natal em Portugal são pagos. E digo isso porque já conheço alguns mercados de Natal europeus, e não só, (como o Dublin, Nova Iorque, Munique, Viena, Riga, Talin) e nunca paguei para entrar em nenhum deles. Portanto, por mais espectacular que sejam os mercados de Natal em Portugal, não acredito que sejam mais do que os de Viena, por exemplo… 


Mercado de Natal Viena - Fotos Juliana Iorio
Mercado de Natal Viena - Fotos Juliana Iorio
Mercado de Natal Viena - Fotos Juliana Iorio


Mas enfim, já que estamos em Portugal, vamos ao que interessa!

1 - De 1 de Dezembro de 2019 a 6 de Janeiro de 2020, o Parque da Liberdade e o Terreiro Rainha D. Amélia  na Vila de Sintra, voltam a receber a magia do Reino do Natal!

No dia 1 de dezembro realiza-se o desfile solidário de motards “Pai Natal”, com chegada à Vila (Volta do Duche) às 15h00. 
Entre 1 e 23 de Dezembro, o Parque da Liberdade será, entre quinta-feira e domingo, povoado por fadas, duendes, bonecos de neve e renas, que irão proporcionar a todos os visitantes atividades desportivas, brincadeiras, ateliês, concertos e apontamentos teatrais.
Já no Terreiro Rainha D. Amélia, entre 1 de dezembro a 6 de janeiro, haverá uma pista de gelo e um carrossel e o já tradicional mercadinho de Natal.
A entrada no Parque da Liberdade é gratuita, pedindo-se apenas a entrega de um donativo (bem alimentar não perecível) ou um valor simbólico em numerário, que posteriormente irá reverter na compra de alimentos para as famílias mais carenciadas do concelho de Sintra.
Imagem de Divulgação do Site da Câmara Municipal de Sintra
2 - A partir de 30 de Novembro de 2019 até 5 de Janeiro de 2020, o Parque Eduardo VII, em Lisboa, recebe mais uma vez a Wonderland!

Este evento, também com entrada gratuita, oferece da roda gigante à uma pista de gelo para as pessoas patinarem gratuitamente. Além disso, disponibiliza uma aldeia de Natal com muitas atividades para os mais novos, e um mercado com as habituais barraquinhas com produtos regionais, roupas, acessórios e artesanatos.
Imagem de Divulgação do Facebook do Evento

3 - De 29 de Novembro de 2019 a 5 de Janeiro de 2020 também acontece o já tradicional "Óbidos, Vila de Natal".

Este evento não é gratuito, mas os bilhetes de entrada não têm preços abusivos e oferecem  muitas coisas. Crianças até 11 anos pagam 5 euros e a partir dos 12, 7 euros. Este bilhete dá direito a:

Vaivém Espacial - Simulador de Realidade Virtual (≥4)
Neve a brincar - Parque de Neve Artificial (≥3/>10)
Saltos e Pinotes - Trampolins (≥3)
Com os pés na Terra_ Jogos e Brincadeiras (≥3)
Avalanche! _Rampa de Gelo (≥4)
Palco Pés na Terra_ Espetáculos
Não te percas! - Labirinto (≥4)
Dá cor à Lua - Pinturas Faciais (≤12)
Pé ante Pé… e Catrapum! - Arvorismo e Escorregas (≥3)
Palco Cabeça na Lua_ Espetáculos
Sítio dos Bichos - Animais da quinta
É Natal! - Presépio
Espaço Pai Natal

Quem quiser ir à Roda Gigante, deverá comprar o bilhete com acesso a mesma, que custa 6 euros para crianças até aos 11 anos, e 8 euros a partir dos 12 anos.
Mais informações em: http://obidosvilanatal.pt/

4 - Este ano, para além dos eventos anteriores, e que já têm alguma tradiação no país, Lisboa recebe uma novidade. Publicitado como "O maior parque temático de Natal da Europa", a "Capital do Natal" prepara para se instalar no Passeio Marítimo de Algés, entre 29 de Novembro de 2019 e 12 de Janeiro de 2020.

Ainda que seja, de facto, o maior parque temático de Natal da Europa, e que não tenhamos como comparar com os demais mercados e feiras da Europa, uma vez que a primeira vez que isto acontece em Portugal, parece-me um bocado excessivo cobrarem entre 25€ e 100€ o bilhete de entrada no Parque. A chamada "Via dos Corações Abertos", que é um mercado de Natal, será de acesso livre. 

De acordo com Ivan Dias, um dos fundadores do projeto, “o objetivo não era criar um parque de Natal igual aos que já existem, mas sim partilhar com os visitantes os valores do Natal, a Alegria, a Generosidade, a Harmonia e a Coragem”. Bem... se não é um parque igual aos que já existem, isso talvez explique os preços praticados. Por outro lado, se a ideia é partilhar valores como a generosidade, não acho nada generoso praticar esses preços, uma vez que só os que tiverem condições financeiras para tal poderão usufruir deste parque.

Deixo aqui o site do evento, para que cada um possa tirar as suas próprias conclusões: http://acapitaldonatal.com/

Feliz Natal!
Juliana Iorio