quinta-feira, junho 23, 2005

O Ensino da Literatura Portuguesa no Brasil

Caros visitantes, recebi o e-mail abaixo de uma amiga muito querida e resolvi partilhá-lo com vocês. Vale a pena conferir!

Querida Juliana,

Queria cumprimentá-la por este trabalho que visa à integração entre os nossos países e ao mesmo tempo gostaria de comentar o que anda acontecendo no Ensino de Literatura Portuguesa no Brasil. Há uma política educacional intensa por aqui para que haja uma compensação "negativa" com relação ao ensino desta disciplina no Brasil. Isto quer dizer que, como há muitas décadas a literatura portuguesa tem sido ensinada no Brasil, intensivamente, seja no ensino médio, seja na graduação, e depois de observado que, em contrapartida, a literatura brasileira permanece ignorada nos institutos de educação de Portugal, com algumas raras exceções, é consternada que constato que as ementas dos novos cursos já não incluem estes estudos no país. Apenas alguns cânones continuam sendo incluídos nos currículos, aparecendo em disciplinas gerais como Literatura Internacional. Por conseqüência disto, fica cada vez mais difícil encontrarmos nas nossas livrarias tanto os livros didáticos como até os grandes nomes da literatura Portuguesa. Este tipo de retaliação representa um retrocesso e uma perda para os dois lados, num momento em que há tantos movimentos para a integração de países de língua portuguesa. Porém, sem que Portugal faça um movimento verdadeiro de interesse e conciliação, não vejo como resolver o impasse. É uma perda para os professores, para os estudantes, para a arte. São os diálogos entre Drummonds e Pessoas, entre Machados e Camões que se calarão para sempre.

Eliana Righi (Mestre em Educação pela Universidade de Campinas - UNICAMP)

quarta-feira, junho 22, 2005

Outra Dica: Um Programa sobre Imigrantes

O Programa Nós, da RTP, é um magazine semanal de uma hora (com blocos diários de 20 minutos), que têm por objectivo a integração e o acolhimento das comunidades imigrantes em Portugal.
Através das histórias de vida, gastronomia, desporto e cultura das comunidades imigrantes, este Programa procura ressaltar a riqueza cultural e social que estas distintas comunidades trazem a Portugal.
O “NÓS” pretende ser uma ponte de informação junto da sociedade civil portuguesa, através da apresentação de entrevistas e debates sobre temas actuais; peças informativas sobre os direitos e deveres dos cidadãos imigrantes; ligação com as associações de imigrantes e serviços disponibilizados pela sociedade civil e Estado.
A emissão semanal de uma hora é na RTP2 aos Domingos, das 10h00 às 11h00, e os blocos diários de 20 minutos vão ao ar de Segunda a Sexta-feira, às 06h30 na RTP1.
Também pode assistir ao “NÓS” na RTP Internacional de Segunda a Sexta-feira, às 08h00, as Terças-feiras, às 04h30 e na RTP África, de Segunda a Sexta-feira, às 17h30, e as Sextas-feiras, às 05h00.

terça-feira, junho 21, 2005

Uma dica!

Quem ainda não viu, não pode perder!
Toda sexta às 23h30, com repetição aos domingos às 21h00, há um programa, na RTP2, chamado "A Revolta dos Pastéis de Nata". O programa é ótimo porque aborda temas polémicos de uma forma bastante divertida. Há duas semanas, o tema abordado foi: "Os Outros Povos". Este programa procurou responder a seguinte questão:“Para os estrangeiros ainda somos (Portugueses) feios, porcos e maus?” Para quem não viu, mas deseja saber um pouco mais a respeito da discussão que aconteceu em torno deste tema, vale a pena dar uma olhada no blog: http://revoltadospasteisdenata.blogspot.com/

segunda-feira, junho 20, 2005

Será que algum dia poderemos afirmar: Portugal imigrante Portugal tolerante?

Antes de mais quero desculpar-me pelo “sumiço” dos últimos dias... É que, para além de investigadora, felizmente também trabalho para um programa de inclusão social chamado Programa Escolhas - 2ª Geração. Espero que todos tenham visto a primeira revista deste programa, que saiu no último dia 17 (sexta-feira) com o jornal Público, da qual eu e minha colega de equipa Marina fomos as responsáveis. De qualquer forma, quem não a viu e tiver curiosidade, poderá fazê-lo através do site: http://www.programaescolhas.pt/, onde, em breve, iremos disponibilizá-la em formato PDF.

Apesar deste blog ser dedicado a estudos na área de comunicação que estão a ser realizados no Brasil e em Portugal, quero aproveitar este espaço para falar sobre os últimos acontecimentos relacionados com a criminalidade em Portugal, visto que, no meu trabalho, vejo, diariamente, inúmeros casos de projectos bem sucedidos que contribuem para a diminuição da criminalidade neste País.

Bem sabemos que, infelizmente, “coisas boas” raramente viram notícia... Mas o que a media fez com o acontecimento na praia de Carcavelos, em Portugal, foi a maior fraude mediática dos últimos tempos! A media fez tudo aquilo que não se deve fazer, ou seja, divulgou uma notícia sem apurar os factos e, desta forma, fez com que a opinião pública adquirisse uma ideia errada de como está a criminalidade em Portugal. Foi divulgado que, na praia de Carcavelos houve um “arrastão” com 500 pessoas envolvidas e que, para além de assaltos, houve violência física com as pessoas que estavam na praia. No dia seguinte, no entanto, foi confirmado que, apenas 30 indivíduos participaram do chamado “arrastão” e que somente o desaparecimento de uma carteira foi participado a polícia.

Por que ao invés de divulgar essas mentiras, a media não procura mais informações sobre os 87 projectos financiados pelo Programa Escolhas – 2ª Geração? Estes projectos, estendidos por todo Portugal, têm privilegiado milhares de imigrantes e minorias étnicas, contribuindo para a inclusão social dos mesmos e evitando que estes caiam na criminalidade.

Enquanto a media não der a devida importância aos acontecimentos de carácter positivo espalhados pelo País, a campanha do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME), “Portugal Imigrante, Portugal Tolerante”, infelizmente, não irá surtir grande efeito.

segunda-feira, maio 30, 2005

Ciclo de Seminários de Investigação em Ciências da Comunicação

A Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, vem realizando, desde o passado 28 de Abril, um Ciclo de Seminários de Investigação em Ciências da Comunicação.
Assim, eu não poderia deixar de referir, para os investigadores brasileiros e portugueses da área, que, no próximo dia 02 de Junho, será a vez do meu amigo e mestre Luís Oliveira Martins apresentar o seu trabalho de investigação: Mercados Televisivos Europeu - Causas e Efeitos das Novas Formas de Organização Empresarial. Eu, que tive o prazer de assistir a apresentação e defesa desta dissertação de mestrado, posso assegurar que vale a pena!
No dia 16 de Junho, outro amigo e mestre, Gonçalo Pereira, apresenta a sua investigação sobre: A Quercus nas Notícias - Consolidação de uma Fonte não Oficial nas Notícias de Ambiente. Tal como o objecto de investigação de Luís Oliveira Martins, a dissertação de Gonçalo Pereira é interessantíssima, pelo o que também vale a pena conferir!
Os seminários realizam-se das 17h00 às 18h30 no edifício da Biblioteca João Paulo II, Piso I, Sala Descobrimentos Portugueses da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa/ Portugal.
A entrada é aberta a todos os docentes, estudantes e público em geral.

sexta-feira, maio 20, 2005

A Introdução do Computador na Redação

"A Introdução do Computador na Redacção dos Jornais Impressos: Uma Análise Brasileira e Portuguesa" foi o tema da Dissertação de Mestrado defendida hoje pela jornalista brasileira Elaine Javorski Souza na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, Portugal.
Este estudo além de analisar a evolução da escrita, passando por Gutemberg, pela máquina de escrever, até chegar ao computador, comparou, através da percepção dos próprios jornalistas, a mudança ocorrida ao longo dos anos nas redacções dos jornais Diário de Notícias (em Portugal) e Folha de São Paulo (no Brasil).
A introdução das novas tecnologias, segundo a autora, mudou a forma de comunicar, acarretando, também, mudanças no comportamento e pensamento dos jornalistas.
No entanto, "a chegada dessas tecnologias não alterou a essência do jornalismo, mas transformou a maneira de fazê-lo", concluiu a autora.