segunda-feira, setembro 26, 2005

Lançado o primeiro número da revista «Lusografias»

Lisboa - O Instituto Piaget procedeu recentemente ao lançamento do primeiro número da «Lusografias», uma revista sobre a cultura e literatura dos países de língua portuguesa.
Esta publicação é «um projecto editorial que pretende criar um espaço onde coexistam a partilha de saberes e experiências com a divulgação de projectos oriundos dos países que falam e escrevem o português», divulga comunicado enviado.
Na génese da «Lusografias» está a aspiração de divulgar as culturas dos países de língua portuguesa onde o Instituto Piaget marca presença: para além de Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe, Brasil e Moçambique.
Sob a direcção de José Gomes Silvestre e edição de Jorge Augusto Maximino e Luís Carlos Patraquim, este projecto conta com um painel de colaboradores de renome, tais como o sociólogo Boaventura Sousa Santos, o escritor moçambicano Mia Couto, ou o poeta brasileiro Alexei Bueno, entre outros, espalhados pela lusofonia.
Com saída trimestral, este primeiro número, com uma tiragem de três mil exemplares e disponível nas livrarias por um preço de capa de 7 euros (assinatura de 18 euros), aborda a problemática da língua portuguesa e da poesia entre os países que a falam e escrevem.
As informações relativas à publicação podem ser pedidas através do «email»
piaget.editora@mail.telepac.pt ou pelo telefone 218 316 500 (Lisboa).

sexta-feira, setembro 23, 2005

Imigração e Etnicidade - Vivências e Trajectórias de Mulheres em Portugal

Os portugueses têm um envolvimento activo na "angariação" de mulheres brasileiras para a prostituição. A conclusão surge no livro Imigração e Etnicidade – Vivências e Trajectórias de Mulheres em Portugal, que reúne textos de vários investigadores que se têm dedicado ao estudo da imigração e das minorias étnicas e que será publicado hoje (23/09) pela organização SOS Racismo. O tema "O tráfico de mulheres em Portugal" é uma das questões abordadas no livro pelas investigadoras do Instituto Superior de Economia e Gestão Catarina Sabino e Sónia Pereira. De acordo com as autoras, nas redes brasileiras existe um envolvimento activo de portugueses que, geralmente com o auxílio de um contacto no Brasil, angariam mulheres para trabalhar em bares de alterne e na prostituição em Portugal. As investigadoras adiantam ainda que o envolvimento activo dos portugueses é de menor relevância nas redes de tráfico de mulheres de Leste. Salvaguardando que não é possível traçar o perfil da mulher traficada, as investigadoras apontam como principais características as brasileiras que são provenientes de meios sociais desfavorecidos e das regiões mais pobres do Brasil, as que são analfabetas e algumas que, no Brasil, já exerciam a prostituição ou eram «acompanhantes».
Destak - 23/09/05

Comunicação e lusofonia na Universidade do Minho

A Universidade do Minho recebe no próximo dia 7 de Outubro um conjunto de investigadores portugueses e estrangeiros que estuda a comunicação e os media no espaço lusófono. A I Conferência Internacional sobre Comunicação e Lusofonia, uma iniciativa do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), concretiza-se no âmbito do projecto de investigação Lusocom.

O encontro está organizado em três momentos. Pela manhã, a partir das 9h30, terá início o painel "Lusofonia: Equívocos, Fronteiras e Possibilidades", com a presença de pesquisadores portugueses (Maria Manuel Baptista, Luís Cunha, Moisés de Lemos Martins) e de uma professora brasileira (Regina Brito). Após o almoço inicia-se o debate sobre "Políticas da Língua e Identidade" com professores de Moçambique (Eduardo Namburete), Timor Leste (Benjamim Corte-Real), Brasil (Neusa Bastos), Angola (Joaquim Paulo da Conceição) e Portugal (José Carlos Venâncio). Para a partir das 16 horas está agendada a reflexão sobre "Os Media e a Memória Social" com os professores Maria Immacolata Lopes (USP/Brasil), Helena Sousa e Rosa Cabecinhas (Universidade do Minho), César Bolaño (UFS/Brasil) e Joseph Straubhaar (Universidade do Texas/EUA).

A conferência será realizada no Auditório B1 do campus de Gualtar da Universidade do Minho, em Braga. A entrada é gratuita. Outras informações podem ser obtidas com Cátia Fernandes pelo telefone 253 604 280.

sexta-feira, setembro 16, 2005

Parabéns Rui Marques!

O novo Alto-comissário para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME) é o meu colega Rui Marques!

Em cerimónia pública realizada ontem, dia 15 de Setembro, no edifício da Presidência do Conselho de Ministros, o Primeiro-Ministro, José Sócrates, o Ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, e o anterior Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, Pe. António Vaz Pinto, estiveram presentes na assinatura do protocolo.

Várias associações de imigrantes também estiveram presentes nesta cerimónia e aplaudiram a nomeação de Rui Marques por esta escolha significar a continuidade do trabalho desenvolvido pelo ACIME.

Rui Marques é médico, mestre em Ciências da Comunicação e autor do livro Uma Mesa com Lugar para Todos, lançado em Julho deste ano. Já exercia o cargo de Alto Comissário Adjunto do ACIME desde 2002 e, além disso, já dinamizou várias iniciativas de solidariedade social associadas à libertação de Timor-Leste, à integração dos sem-abrigo e ao acolhimento de refugiados da Bósnia.

terça-feira, setembro 13, 2005

4º SOPCOM

A Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM) e do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (DeCA-UA) anuncia o 4º Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (4º SOPCOM).
Com o tema “Repensar os Media: Novos contextos da Comunicação e da Informação” esta quarta edição do SOPCOM acontece nos dias 20 e 21 Outubro, no Campus Universitário de Santiago daUniversidade de Aveiro.
Maiores informações podem ser obtidas através do site:

segunda-feira, agosto 29, 2005

Intercom 2005

De 5 a 9 de Setembro acontece, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o XXVIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, com o tema central: Ensino e Pesquisa em Comunicação. Paralelamente, nos dis 5 e 6, acontece o II Colóquio Brasil - Estados Unidos de Ciências da Comunicação.
Maiores informações, através do site: http://www2.uerj.br/%7Eintercom2005/evento.php

sexta-feira, agosto 26, 2005

Mestrados e Doutorados iniciam aulas em Portugal

O ano lectivo em Portugal é um pouco diferente do Brasil. Enquanto no Brasil as aulas normalmente começam em Fevereiro ou Março e terminam em Novembro, em Portugal as aulas iniciam em Setembro ou Outubro e terminam em Junho do próximo ano. Portando o ano lectivo 2005/ 2006 em Portugal, está para começar!
Desse modo, os cursos de Mestrado e Doutorado já estão com suas matrículas abertas.
A Universidade Nova de Lisboa oferece os cursos integrados de Mestrado e Doutoramento nas áreas: Audiovisual, Multimedia e Interactividade; Estudo dos Media e Jornalismo e Cultura Conteporânea e Novas Tecnologias. As candidaturas vão de 12 a 30 de Setembro e as aulas têm iníco a 3 de Outubro. Maiores informações podem ser obtidas através do site: www.unl.pt
A Universidade Católica Portuguesa (Campus Palma de Cima, em Lisboa) oferece os cursos de Mestrado em: Comunicação e Indústrias Culturais, Comunicação, Organização e Novas Tecnologias e Comunicação Política. As candidaturas também vão até o dia 30 de Setembro e a data de início das aulas ainda não está disponível no site da Universidade. Para ingressar nesses cursos é necessário ter uma licenciatura, com média mínima de 14 valores, ou currículo equivalente, e passar por uma entrevista. As aulas estão previstas para acontecerem às quintas e sextas, das 18:30h às 21:30h e aos sábados (sensivelmente metade dos sábados de cada semestre lectivo), das 9:30h às 12:30h. Os valores para o ingresso são:
Candidatura €46.80;
Matrícula e inscrição €327.60;
Mensalidades €280.80 (10 mensalidades) e
Orientação de Dissertação €228.80 (mensais, até a entrega da dissertação). Maiores informações podem ser obtidas através do site: www.ucp.pt

quinta-feira, agosto 18, 2005

Dúvidas

Tenho recebido muitos e-mails, de brasileiros que querem vir estudar em Portugal, com muitas dúvidas sobre o ingresso em Universidades portuguesas.
Assim, resolvi esclarecer aqui algumas delas:
1- Como é o mestrado em Portugal?
Penso que o Mestrado em Portugal é igual ao mestrado no Brasil, ou seja, há disciplinas que devem ser cursadas no primeiro ano e a tese que deve ser elaborada no segundo ano.
2 - É fácil conseguir a vaga?
Neste caso, acho que em Portugal é mais fácil do que no Brasil. O ingresso passa pela avaliação do currículo e uma entrevista pessoal na maioria das Universidades. Não há provas de selecção, nem testes de proficiência. Eles partem do princípio que todo mundo sabe a língua inglesa fluentemente.
3 - Como os brasileiros são recebidos nas Universidades?
Penso que somos recebidos bem. Pelo menos, quanto a isto, eu não tive problemas.
4 - Por onde começar?
Antes de mais, se você tem interesse de vir estudar em Portugal, deve consultar os sites das universidades portuguesas e ver se alguma delas oferece um Mestrado que lhe interessa. Escolhido o curso, a primeira coisa que se deve fazer é ir ao Consulado de Portugal no Brasil (da sua área de residência) e autenticar o diploma, o histórico escolar e o programa das discilplinas cursadas na graduação.
Feito isto, você até já pode se candidatar a um Mestrado em Portugal. No entanto, deve ter em mente que, se for aceito, terá de pedir o "Reconhecimento das suas Habilitações" em uma Universidade Portuguesa. Este "Reconhecimento" pode ser pedido em qualquer Universidade portuguesa, desde que esta tenha o mesmo curso que você fez no Brasil, e independe da Universidade que você escolheu para fazer o seu Mestrado em Portugal. Fique atento porque cada Universidade cobra um valor pelo "Reconhecimento de Habilitações". Pesquise e escolha a mais barata!
O "Reconhecimento de Habilitações" pode demorar muito para sair. Isto implica que, se você for aceito no Mestrado, poderá ter de começar a cursá-lo mesmo antes do "Reconhecimento" sair. De certa forma isto é um risco, visto que, se o "Reconhecimento" for negado, você não poderá continuar a cursar o Mestrado. Mas julgo que raramente isto acontece... Se você tiver cursado a graduação numa Universidade Brasileira pública, é quase certeza do "Reconhecimento" ser autorizado.
Após candidatar-se ao Mestrado (e isto pode ser feito mesmo estando no Brasil, através de e-mail, fax, telefone), se você for aceito, provavelmente terá de vir a Portugal fazer uma entrevista pessoal. Se for aprovado, terá de voltar para o Brasil, já com a matrícula do Mestrado feita, e pedir o visto de estudo no Consulado de Portugal no Brasil (da sua área de residência). Normalmente, este visto demora para sair. No entanto, se você já estiver matriculado e disser que as aulas já começaram, eles costumam agilizar o processo.
Para conseguir o visto de estudo é necessário provar que você tem como se sustentar em Portugal durante o período do curso. Também é necessário um atestado médico emitido por hospital público no Brasil, dizendo que você se encontra em perfeitas condições físicas e mentais, e um atestado de antecedentes criminais.
Além disso é exigido um seguro de saúde. Se você paga INSS no Brasil, basta ir ao Ministério da Saúde no Brasil e pedir uma declaração dizendo que é beneficiário do serviço de saúde público. Com essa declaração, deverá ir ao posto de saúde mais próximo de onde for morar em Portugal e também será beneficiado pelo direito a saúde pública em Portugal.
Mais informações, consultar o site do Consuldo de Portugal no Brasil.
5 - Existe a possibilidade de inserção no mercado de trabalho?
Existe, mas não é nada fácil. Como no Brasil, temos que conhecer as pessoas certas, e estar no lugar certo, na hora certa. É uma loteria!
Boa Sorte a todos!
Juliana