quinta-feira, novembro 18, 2010

Curso de Segurança e Defesa para Jornalistas

O Instituto de Defesa Nacional decidiu retomar a realização do Curso de Segurança e Defesa para Jornalistas, com o objectivo de ampliar e descentralizar as suas actividades de formação, bem com de alargar o universo dos destinatários.
O Curso visa conferir “competências e conhecimentos e fomentar a reflexão e o debate sobre as grandes questões no domínio da Segurança e Defesa”, e abrange diversas áreas temáticas, tais como: o Quadro Geral da Segurança e Defesa; Segurança Cooperativa; o Sistema de Alianças e a Cooperação Internacional; a Política de Defesa Nacional; Economia de Defesa; Tecnologia com Inovação; e a análise de casos de estudo, entre outras.
O Curso, organizado em quatro módulos, perfazendo um total de 40 horas, decorrerá de 29 de Novembro a 14 de Dezembro de 2010, todos os dias entre as 15h00 e as 19h00.
O último módulo será eminentemente prático, de forma a promover o exercício das competências adquiridas dos auditores do Curso, através da apresentação de peças da sua responsabilidade sobre os casos de estudo previamente seleccionados.
Os frequentadores do Curso receberão um diploma desde que preencham os requisitos de assiduidade (90% de presença efectiva em cada um dos módulos) e apresentação do trabalho final sobre o caso de estudo que lhes tenha sido atribuído. (In http://www.jornalistas.eu/noticia.asp?id=8396&idCanal=99)

quarta-feira, novembro 17, 2010

Será que o jornalismo investigativo está em vias de extinção?

Uma reportagem escrita pela jornalista Branca Vianna e publicada na Revista brasileira "Piauí" discorre, ao longo de 6 páginas on-line, sobre o Jornalismo investigativo e a sua viabilidade nos dias de hoje. A reportagem na íntegra pode ser lida em:
http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao_49/artigo_1430/Caro_trabalhoso_chato.aspx , mas como trata-se de um texto bastante extenso, deixo-vos aqui alguns enxertos do que, ao meu ver, é o principal:

“O tipo de jornalismo que fiz a vida toda, com reportagens investigativas longas, de estilo narrativo, acabou.” (Steve Coll)
O motor da crise está na internet, que alterou tanto a maneira como a imprensa escrita obtém lucro quanto os hábitos de leitores e anunciantes.
Os classificados garantiam a sobrevivência dos jornais não só pelo seu peso na receita, mas também pela pulverização que representavam. Junto com os anúncios do comércio local, eles garantiam o equilíbrio das contas, caso o jornal perdesse um ou outro anunciante de grande porte. Com os anúncios publicados em sites, através da Internet, isso acabou.
É por isso que Steve Coll acha uma falácia debater se os leitores devem ou não sustentar os jornais pagando pela leitura on-line. “Leitor nunca sustentou jornal. Eram os classificados e os anunciantes que o faziam”, ele disse. E tanto um como o outro foram atraídos para a internet.
A crise se instalou. A companhia que controla o Los Angeles Times e outros jornais tradicionais, como o Chicago Tribune, pediu concordata. O Washington Post, cuja margem de lucro caiu 25% nos últimos cinco anos, sobrevive subsidiado pela Kaplan, empresa de materiais didáticos pertencente ao mesmo grupo. O New York Times, com uma queda de 50% na margem de lucro, foi obrigado a tomar um empréstimo a juros altos do bilionário mexicano Carlos Slim. A revista semanal Newsweek, que no ano passado perdeu 30 milhões de dólares, foi vendida para o milionário Sidney Harman por 1 dólar (mais as dívidas). A circulação da mídia impressa caiu 30% em um par de anos. Calcula-se que 26 mil jornalistas tenham perdido o emprego desde 2008. As áreas que mais sofreram foram o jornalismo investigativo e a cobertura internacional. Apesar disso, “A elite intelectual nunca teve tanta informação de qualidade à disposição”, disse. “Todos os grandes jornais e revistas do mundo estão on-line e vão sobreviver. O drama é o desaparecimento da mídia local, pois isso significa que a classe média perdeu as fontes de informação qualificadas. Antes, todo mundo via o noticiário principal da televisão, e lia na Time ou na Newsweek a versão resumida do que saía nos veículos mais sofisticados – isso além de ler sempre os jornais locais. Hoje o que a classe média consome são as notícias policiais, as fofocas da tv aberta e a gritaria partidária dos canais a cabo. É muito difícil governar com seriedade um país com uma população desinformada.”( Gerry Marzorati)
“O jornalismo investigativo é o ramo mais importante para o funcionamento de uma democracia – e o que mais está em risco”. (Steiger) Investigações jornalísticas são trabalhosas, caras, demandam tempo e nem sempre rendem reportagens publicáveis. Pode se passar meses escarafunchando um assunto e não conseguir material suficiente. A maioria exige viagens e algumas requerem mais de um repórter trabalhando em tempo integral. As reportagens podem levar semanas, meses ou anos para ficar prontas. Também costumam ser bem mais longas do que as matérias comuns, o que, no mundo do Twitter, lhes reduz o número de leitores em potencial. Neste contexto, a imprensa regional tem sido a maior vítima da crise. Para Susan White, os jornais regionais “cometem suicídio” ao incentivar os repórteres a escrever “o mesmo tipo de matéria curta e superficial” que caracteriza a internet e a televisão.
“Matérias investigativas tratam de assuntos delicados, requerem checagem cuidadosa de todos os fatos e de todas as fontes. Tudo passa pelos advogados, o que aumenta o custo. Hoje, são poucas as organizações jornalísticas capazes de arcar com um projeto assim.” (Gerry Marzorati). (Nos Estados Unidos, todas as reportagens e artigos que lidam com fatos polêmicos passam por avaliação jurídica, como precaução contra processos.)
Jesse Eisinger, repórter financeiro da Pro Publica, acha que as redações menores, as locais, vão todas fechar, mas não só por falta de financiamento. Há outro motivo: a falta de leitores. “A verdade é que jornalismo investigativo não é popular nem entre anunciantes, nem entre leitores,” disse. Só raramente aparece um assunto empolgante como Watergate ou Abu Ghraib. Em geral, são temas que as pessoas preferem ignorar. “É um jornalismo difícil de fazer e chato de ler,” disse Eisinger.
A imprensa americana começou a esboçar uma reação. Os jornais que ainda têm dinheiro estão investindo pesado em seus sites. O New York Times cobrará pelo acesso on-line a partir de janeiro de 2011. A empresa estima que o nytimes.com perderá 20 milhões dos seus atuais 22 milhões de leitores quando a cobrança for instituída. O Times de Londres fechou seu site aos não pagantes em julho. O jornal não revela números, mas calcula-se que tenha perdido entre 80% e 90% dos leitores on-line.
Um dos poucos consensos é que a era do jornal de papel está próxima do fim. Pode ser muito difícil convencer o leitor a gastar dinheiro com o site de jornal que ele acessa de graça há dez anos. No entanto, é considerado natural pagar por serviços móveis, como sms, ringtones, chamadas de voz e caixa postal. Os aplicativos disponíveis no iPhone provam que o consumidor não se incomoda em pagar por novos serviços que lhe pareçam importantes. A esperança é que incluam nessa categoria os seus jornais e revistas prediletos.

sexta-feira, novembro 12, 2010

Encontros de Lusofonia em Torres Novas

De 15 a 20 de Novembro acontece, em Torres Novas, a terceira edição dos Encontros de Lusofonia.
Esta edição pretende ser mais um marco nos acontecimentos culturais de Torres Novas, através da celebração da língua portuguesa e dos laços da lusofonia.
Durante uma semana, conferências, música, dança, sessões de cinema, exposições, uma feira do livro lusófono, workshops, oficinas e ainda um programa de rádio, acontecem no Teatro, na Biblioteca e nas escolas de Torres Novas.
Ao longo destes seis dias passarão por Torres Novas especialistas de áreas como: política, artes e economia, que irão celebrar a língua portuguesa, o mundo lusófono, e promover a cooperação intercultural.

A programação completa deste evento pode ser obtida em:

terça-feira, novembro 09, 2010

EXPOSIÇÕES, CINEMA, CONCERTOS E CONFERÊNCIAS!

“Imigrantes, os Emigrantes que somos” é o tema da 3ª edição de ROTAS & RITUAIS, patente no Padrão dos Descobrimentos e no Cinema São Jorge de 15 a 30 de Novembro.

ROTAS & RITUAIS traz a Lisboa uma reflexão sobre os movimentos migratórios globais e a diversidade cultural das sociedades contemporâneas através de várias manifestações artísticas:
- duas exposições de fotografias, abertas ao público, no Padrão dos Descobrimentos( Luso-Tropicália) e no Cinema São Jorge (Imigrantes, Emigrantes somos nós);
- seis concertos de música pop contemporânea que testemunham a diversidade das origens e das influências musicais presentes no solo português (Couple Coffee, Sagas, Mister Lizard, Os Dias de Raiva, Boss AC e Cacique 97);
- onze filmes que aborda o tema da migração sob várias perspectivas
- e três conferências que vão colocar na mesa questões como a identidade e a integração das populações migrantes na sociedade portuguesa.
- E ainda, um desafio aos mais pequenos (dos 6 aos 12 anos): o atelier Entre Fronteiras!

segunda-feira, novembro 08, 2010

Colóquio "Migrações, minorias e diversidade cultural”

No próximo dia 11 de Novembro (Quinta-feira), a partir das 10h00, a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, recebe o Colóquio "Migrações, minorias e diversidade cultural”.
A entrada é gratuita, mas quem não puder comparecer poderá acompanhá-lo através de transmissão directa online: http://live.fccn.pt/fcg/ 
Este colóquio pretende fazer uma retrospectiva dos últimos cem anos de migrações em Portugal e discutirá a actualidade e o futuro da mobilidade dos portugueses no mundo. Além disso, haverá o lançamento do "Atlas das Migrações", coordenado pelo Centro de Investigação e Estudos em Sociologia do ISCTE, um compêndio que, através de mapas e gráficos de fácil leitura, esquematiza e explica cronológica, geográfica e sociologicamente não só a emigração portuguesa, como a imigração que tem tido como destino Portugal, ao longo dos últimos cem anos.
O programa deste evento pode ser consultado em: http://www.gulbenkian.pt/section154artId2736langId1.html

sexta-feira, novembro 05, 2010

Sindicato dos Jornalistas Portugueses aderem à greve geral

Em Assembleia Geral do Sindicato dos Jornalistas (SJ) de Portugal ficou decidido o apoio à decisão da Direcção do SJ de aderir à Greve Geral marcada para o próximo dia 24 de Novembro.
Mais informações em: http://www.jornalistas.eu/noticia.asp?id=8368&idCanal=2

quinta-feira, novembro 04, 2010

Curso de Iniciação à Infografia

O CENJOR promove, de 8 a 26 de Novembro de 2010, um curso de Iniciação à Infografia, com a duração de 60 horas. Este curso que visa habilitar os formandos a identificar programas de ilustração, planear e executar vectorizações, desenho técnico e infografias.

O programa formativo inclui as seguintes matérias: conceitos base de imagem digital; operacionalização; processamento digital da imagem; pré-processamento de imagens; vectorização; optimização de imagens; perspectiva; pictogramas; desenhos gráficos; e operacionalização de ilustrações descritivas, gráficos editoriais e mapas topográficos.

A formação decorre em horário pós-laboral, de 2.ª a 6.ª feira, das 18 às 22 horas, e destina-se a candidatos com actividade na Comunicação Social, que demonstrem ter um perfil adequado aos objectivos do curso.

Para o efeito, os interessados deverão efectuar a candidatura através do formulário de pré-inscrição on-line, disponível no sítio do CENJOR (http://www.cenjor.pt/ - link: Candidaturas), seguido do envio do Curriculum Vitae, uma vez que a selecção será feita com base na análise curricular dos candidatos.

A taxa de frequência desta acção de formação é de 60 euros e a conclusão da acção habilitará os formandos a prosseguirem a sua formação contínua nesta área, frequentando, posteriormente, os cursos de Aperfeiçoamento e de Especialização em Infografia, que se encontram em preparação (vide programas e mais informações em www.cenjor.pt).