segunda-feira, abril 25, 2011

FESTin 2011 começa amanhã!

O FESTin 2011 - Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa começa já amanhã, dia 26 de Abril.

O filme "Lixo Extraordinário", com co-produção brasileira, dirigido por João Jardim, Lucy Walker, e Karen Harley, com produção executiva de Fernando Meirelles, foi o filme escolhido para a abertura deste Festival. A sua exibição acontece a partir das 21h30, no Cinema São Jorge, em Lisboa. Este documentário enfoca o trabalho do artista plástico brasileiro de renome internacional, Vik Muniz, que elaborou obras a partir de sua convivência com os trabalhadores do maior aterro sanitário da América Latina, o Jardim Gamacho, no Rio de Janeiro. O documentário foi nomeado para o Oscar deste ano na categoria de melhor documentário. A abertura conta ainda com a presença do artista plástico Vik Muniz e do realizador João Jardim. Após a exibição, haverá um cocktail e muita música com o "DJ set".

O FESTin 2011 acontece até ao dia 1 de Maio.
Toda a programação em: www.festin-festival.com

sábado, abril 23, 2011

Dia D!

Entre 24 e 25 de Abril, a RTP2 apresenta vinte e quatro horas de documentários portugueses. É o Dia D.
A partir das 23h30 de Domingo, dia 24 de Abril, até às 23h30 do dia seguinte 25 documentários portugueses irão passar na RTP2. A programação completa pode ser vista aqui!

sexta-feira, abril 15, 2011

"Crise, Imigração e Mercado de Trabalho em Portugal: Retorno, Regulação ou Resistência?"

No próximo dia 27 de Abril (Quarta-feira) acontece, às 18h00, no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa (Portugal), o lançamento do livro "Crise, Imigração e Mercado de Trabalho em Portugal: Retorno, Regulação ou Resistência?", de João Peixoto e Juliana Iorio.


Os autores, João Peixoto e Juliana Iorio, sintetizam, neste livro, as principais conclusões dos workshops que decorreram na Fundação Calouste Gulbenkian, em 2010, sobre a influência da crise e das alterações do mercado de trabalho para os imigrantes residentes em Portugal. Estes encontros realizaram-se no quadro do Fórum Gulbenkian Migrações.

quinta-feira, abril 14, 2011

Ausência de namorado marca enterro de modelo brasileira em Lisboa

Leia a reportagem na íntegra aqui!

quarta-feira, abril 13, 2011

Memória musical portuguesa em São Paulo

Dia 16 de Abril, a partir das 16h00, na R. da Consolação, 94, em São Paulo (Capital)
Entrada Livre (retirar senha uma hora antes)

terça-feira, abril 05, 2011

O género ainda influencia o voto dos portugueses?

Esta é outra reportagem feita por mim, que, infelizmente não foi publicada por alegada "falta de espaço".
Portanto, aqui fica mais um texto, que penso ser interessante para muitas pessoas! Desfrutem!

O género ainda influencia o voto dos portugueses?
Por Juliana Iorio
(texto protegido pelo Direito de Autor)

O III Seminário Media, Jornalismo e Democracia, organizado pelo Centro de Investigação Media e Jornalismo, e realizado na Universidade Nova de Lisboa em Portugal, apresentou, em Novembro do ano passado, uma série de estudos que enquadram o género em temas como media, política e democracia.

“O Género em campanha: As eleições legislativas (portuguesas) de 2009”, foi um estudo realizado pela investigadora científica e professora da Universidade Católica Portuguesa, Rita Figueiras, que procurou descobrir se o género teve influência na campanha legislativa portuguesa de 2009, se esteve presente na cobertura jornalística e se influenciou as estratégias de campanha utilizadas por ambos candidatos.

Nas eleições legislativas (para Primeiro-ministro) de 2009, dos dois candidatos com maior probabilidade de vitória, um era do sexo masculino e outro era do sexo feminino. Pode-se dizer que, a nível de importância, estas eleições estiveram para Portugal, como as eleições presidenciais brasileiras estiveram para o Brasil, pois em Portugal o regime político vigente é a República Parlamentar e, neste regime, a figura do Primeiro-ministro acaba por ter mais importância do que a figura do próprio Presidente da República. Deste modo, tratava-se de uma eleição muito importante para o país.

O estudo de Rita Figueiras descobriu que, os estereótipos dos eleitores, em relação às competências e características das mulheres, influenciaram as suas decisões. A viabilidade da candidata do sexo feminino foi muito mais questionada do que a do candidato do sexo masculino, porque o eleitor levava em consideração determinados estereótipos como, por exemplo, o fato das mulheres serem consideradas mais emocionais, e os homens mais racionais.

Além disso, descobriu-se que existe um patamar de desigualdade entre candidatos do sexo masculino e feminino, no que se refere a cobertura jornalística dos mesmos. Neste estudo, o volume da cobertura jornalística do candidato do sexo masculino foi superior ao dado à candidata do sexo feminino. Por isso, a imprensa portuguesa foi apontada como representativa dos candidatos a partir das expectativas de género.

Em comparação com estudos realizados em outros países, verificou-se semelhanças nos resultados encontrados. O facto da viabilidade de uma candidata do sexo feminino ser colocada em causa foi referida como recorrente em muitas coberturas jornalísticas.

A presença feminina no parlamento português

Outro estudo de género apresentado durante este seminário discorreu sobre o tema, “Política no feminino: políticas de género e estratégias de visibilidade das deputadas parlamentares (em Portugal)”. Este estudo, financiado pela Fundação da Ciência e Tecnologia, teve início em Janeiro de 2010 e, por isso, ainda encontra-se em andamento. Através dele, sete investigadoras pretendem fazer um esboço da presença feminina no parlamento português a partir de 1975, identificando as propostas das mesmas e analisando a cobertura jornalística dada à elas.

Através da análise de jornais, este estudo tem constatado que, a representatividade feminina na Assembleia da República portuguesa tem sido modesta, ainda que se possa verificar algumas mudanças a partir de 2005. Além disso, tem sido apurado uma certa convergência no perfil dessas deputadas, transversal à todos os partidos políticos, ou seja, a maioria é licenciada, possui cerca de 43 anos e vem das chamadas “profissões intelectuais”.

Uma conclusão prévia deste estudo aponta para o fato de ainda existir uma baixa representatividade das deputadas do sexo feminino nos órgãos de comunicação social. E, quando estes as divulgam, utilizam estereótipos para fazê-lo. Nas palavras de Ana Cabreira, uma das investigadoras deste estudo, “O que é chocante é que, mesmo com o passar dos anos, os valores-notícia nas redacções jornalísticas portuguesas não mudaram. Ou seja, ainda hoje vemos representações do género feminino carregadas de estereótipos”. E neste aspecto, apesar deste estudo ainda não estar concluído, pode-se dizer que partilha da mesma opinião do estudo apresentado anteriormente.

segunda-feira, abril 04, 2011

Projecto brasileiro na área da cultura conquista Portugal

No final do ano passado fiz uma reportagem sobre um projecto interessantíssimo, a pedido de um órgão de comunicação para o qual trabalho como freelancer. No entanto, infelizmente, tal reportagem não foi publicada por alegada "falta de espaço". Deste modo, em consideração às pessoas envolvidas neste projecto, que tornaram esta reportagem possível, publico-a agora, no meu Blog!

Projecto brasileiro na área da cultura conquista Portugal
Por Juliana Iorio
(Texto protegido pelo Direito de Autor)

O ano passado Lisboa recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o evento “Panorama Brasil-Portugal em Movimento”, uma conexão cultural que visa fortalecer e consolidar os laços que unem estes dois países, estimulando o intercâmbio cultural em língua portuguesa através da música, cinema, teatro e pintura, e envolvendo artistas e académicos de ambos países.

Diversas actividades foram realizadas em torno de temas como cidadania, cultura, linguagem e comunicação, com a proposta de reflectir, dialogar, envolver e mobilizar todos na sociedade.

Além de seminários, estendeu-se uma programação cultural com debates e apresentações de diversos projectos musicais, artísticos e culturais.

Como começou…

Duas mulheres, uma ideia e muita vontade! Estes foram os “ingredientes” necessários para que, em 2006, duas professoras, pesquisadoras e estudiosas dos movimentos socioculturais na Universidade de São Paulo (Rosana Martins e Maria Goretti Pedroso), criassem um evento, sem fins lucrativos, que ficou conhecido como “Panorama Brasil em Movimento – PBM”. A partir daí, um grupo de académicos, artistas, comunicólogos e educadores juntaram-se a causa e esta manifestação cultural brasileira tornou-se itinerante e internacional.

O primeiro país a receber este evento foi a Alemanha (Frankfurt), e em 2009, através de um intercâmbio com a Universidade Nova de Lisboa (UNL), Portugal também passou a fazer parte do roteiro, transformando-o em “Panorama Brasil-Portugal em Movimento”.

O ano passado, para além da UNL, este projecto aconteceu em diversos locais da cidade (Casa do Brasil, Casa da América Latina e na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro). São locais que aderiram a esta iniciativa de maneira informal, como, aliás, é a participação dos artistas que dela fazem parte.

A artista plástica Anna Guerra, curadora de Artes Visuais do PBM, revelou que todos os artistas que participaram na edição de Portugal o fizeram “de boa vontade”, ou seja, sem nenhum tipo de patrocínio ou ajuda de custo. Como membro da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro, Anna Guerra referiu que o evento em Portugal ainda não possui uma estrutura formalizada e que muito do que se faz “vai acontecendo por aderência dos interessados”. Trata-se de um evento que “caminha com as pernas de cada artista, sem recursos, e que, mesmo assim, tem conseguido crescer”, salientou.

Para Pedro Andrade, professor e investigador em sociologia da cultura na UNL, e membro da comissão científica deste evento em Portugal, “o que é importante salientar, é que trata-se de um evento intercultural, que pretende articular duas culturas, que muitas vezes não se conhecem, através de uma série de actividades nos campos dos media, artes e tecnologias”.

Anna Guerra lembrou que, além do interculturalismo, o tema do evento no ano passado abrangeu o papel dos media e das novas tecnologias. “A ideia é que este projecto se torne cada vez maior e aconteça uma vez por ano em diferentes países”, concluiu.

Evidenciando o papel da mulher…

Na música, um dos grupos que o “Panorama Brasil-Portugal em Movimento” destacou foi um grupo de hip-hop formado por mulheres de vários bairros da periferia de Lisboa, que lutam contra a discriminação, a violência doméstica, entre outras problemáticas que afetam a mulher na sociedade de hoje. Trata-se do grupo “Hip-Hop de Batom”.

Buscando por uma igualdade unânime e justa, este projecto foi patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian e hoje já possui 16 temas cantados em português, crioulo, francês e espanhol. A sua colectânea está prevista para sair em Junho de 2011 e, apesar de ser um grupo que ainda está começando, já conta com uma agenda “bastante recheada”.

Quanto a programação cinematográfica, foi dado destaque ao chamado “cinema periférico” produzido no Brasil, e, neste contexto, alguns documentários que falam sobre a presença da mulher neste tipo de cultura urbana, como “Rap de Saia, “Mães do Hip-Hop” e “Elemento Feminino”, foram enquadrados na programação.

Lia Thoma, uma das artísticas plásticas brasileiras que participa neste evento, explicou que, “nós queremos falar da mulher, da criminalidade e da questão racial, porque queremos que a temática fale sobre aqueles que são discriminados pelas sociedades em geral”. Lia vive em Frankfurt há 22 anos e lá organiza eventos culturais desde 2000.

Para Kika Goldstein, artista plástica paulistana que também participou no evento, tal temática foi pertinente porque, no meio artístico, quando o trabalho é realizado por uma mulher, esta tem mais dificuldade em ser reconhecida. Entretanto, declarou que, “felizmente”, esta mentalidade está começando a mudar…

Esperemos que este ano haja uma outra edição deste evento em Portugal!