segunda-feira, agosto 29, 2011

Série de reportagens da Rede Globo "Em Obras"

Pessoal,
Esta série de reportagens feita pela Rede Globo (Brasil) vale mesmo a pena ver!
Primeira Reportagem

Segunda Reportagem

Terceira Reportagem

Quarta Reportagem

Quinta e última Reportagem

quarta-feira, agosto 24, 2011

Pouco mais de quinze dias após os distúrbios em Londres, a vida volta ao normal

Por Juliana Iorio
(texto protegido pelos direitos de autor)

Os distúrbios que tiveram início em Londres no último dia 6 de Agosto causaram estragos, não só físicos, mas também psicológicos aos habitantes daquele país.

A comunidade estrangeira que lá vive, e presenciou de perto alguns destes distúrbios, começam agora a ter a sua vida normalizada, mas os receios ainda são muitos.

A psicóloga venezuelana, Marian Pernía, vive em Tottenhan, local onde tudo começou, e disse que só após duas semanas desapareceu-lhe a angústia e conseguiu voltar a dormir e a começar levar uma vida normal.

Marian vive em Londres desde 2000 e presenciou quando um dos carros pertencentes ao corpo policial da esquadra de Tottenhan foi incendiado, dando início ao tumulto. Depois disso, contou que da janela do seu apartamento viu o prédio em frente também ser incendiado e que o seu prédio só não o foi, porque os moradores não abandonaram o edifício. “A experiência vivida manteve-me ansiosa durante dias. No dia seguinte via fumaça e chamas da minha janela e alguns vidros ainda estavam quentes”, referiu. “Não queria sair de casa porque as ruas estavam cheias de coisas queimadas, com cheiro a desastre… Parecia que tinha havido uma guerra”, enfatizou.

Para a psicóloga, grávida de 5 meses e com uma filha de um ano e meio, os traumas pós distúrbios e a dificuldade de voltar à rotina são normais, tendo em vista tudo pelo que passou. “Ainda que quisesse descansar, não conseguia, porque qualquer ruído me sobressaltava e me atemorizava”, explicou.

Marian sentiu que a polícia londrina não lhe podia proteger. Contou que o edifício anexo ao seu estava em construção e que um grupo de homens invadiu-o e apropriou-se de tudo que lá encontravam. “Alí eles buscavam tudo que necessitavam. Desde madeira para atear fogo no meio da rua, até tijolos para jogar contra os policiais”, relatou. A psicóloga disse que um helicóptero sobrevoava a área e que tentou chamar os bombeiros, mas estes disseram que não conseguiam chegar onde ela estava, porque o acesso estava bloqueado. Isto tudo reavivou-lhe traumas que, até então, estavam adormecidos. “Em minha mente vinham recordações do “Caracazo”, fenómeno social do meu país que, em Fevereiro de 1989, também provocou saques e roubos por toda a capital, Caracas”, relembrou. “Desta vez, em Londres, diante de outra realidade política e económica, o produto final foi o mesmo: a desigualdade social fez com que surgisse no inconsciente colectivo o desejo de revelar-se da pior maneira, ou seja, através da violência”, concluiu.


Antes: O dia 6 de Agosto na Zona 2 de Londres
Foto: Adriana Fregnan

Depois: O dia 22 de Agosto, na Zona 2 de Londres
Foto: Adriana Fregnan

A cleaner brasileira, Adriana Fregna, é outra estrangeira que vive em Londres há dois anos, acompanhou de perto o que aconteceu na chamada Zona 2 daquela cidade, e disse que agora as coisas começam a voltar a normalidade.

No dia 6 de Agosto, por volta das 5h00, comecei a escutar, da janela do meu quarto, gritos e pessoas correndo. Fui averiguar e eram pessoas comemorando, logo que quebravam e invadiam uma loja. Vinham correndo com muitas coisas nas mãos,” recordou. Após alguns minutos, apesar do foco de violência no seu bairro ter sido controlado, como as notícias continuavam a mostrar os tumultos, o medo já havia se instaurado. “Tive medo porque as casas aqui da minha rua não têm proteção”, confessou.

Adriana lembrou ainda que, no dia seguinte, o clima continuava tenso. Foi liberada mais cedo do trabalho, mas como os policiais na sua rua mandavam os comerciantes fecharem as portas, disse que sentiu ainda mais medo. “Não sabia se ia para a casa de amigos ou se ficava ali… mas, e os meus pertences?”, enfatizou. Nos dias que se seguiram, confessou que qualquer barulho era motivo para se assustar. “Eu chegava a acordar várias vezes durante a noite”, relembrou.

Muitos foram os lesados, inclusive uma familia que tinha um comércio de móveis há mais de 150 anos, o qual era sustento de mais de 50 familias, teve a sua loja totalmente destruída”, revelou.

Hoje está tudo mais calmo. As casas estão sendo reconstruídas, o comércio tem tomado as suas medidas e, com o tempo, esperamos que tudo volte ao normal. Mas, com certeza, quem perdeu o seu comércio, levará muito mais tempo para se recuperar deste trauma ”, finalizou.

Neste momento, segundo Adriana, não há indicíos de que isso volte a acontecer, mas as pessoas estão tendo mais prudência antes de sair de casa, e os comerciantes estão se protegendo muito mais.


Antes: O dia 6 de Agosto na Zona 2 de Londres
Foto: Adriana Fregnan
Depois: O dia 22 de Agosto, na Zona 2 de Londres
Foto: Adriana Fregnan

sexta-feira, agosto 19, 2011

"Ciências sem Fronteiras"

Foram disponibilizadas na passada Terça-feira, dia 16 de Agosto, as primeiras duas mil bolsas de estudos da modalidade "sanduíche" para graduação no exterior, do Programa brasileiro "Ciências sem Fronteiras" (CsF).

quarta-feira, agosto 17, 2011

O Brasil está indo embora de Portugal...

Uma amiga encaminhou-me o texto anexo, e eu achei que devia publicá-lo no meu blog...

Para todos os imigrantes, para quem trabalha com imigração, ou simplesmente simpatiza com o tema!

sábado, julho 30, 2011

quinta-feira, julho 21, 2011

As últimas reportagens que fiz para a Revista Persona Mulher

Cinema Lusófono

A Moda from Brasil

domingo, junho 26, 2011