O 2º Seminário de estudos sobre imigração Brasileira na Europa, que se realiza de 4 a 6 de Junho de 2012, no ISCTE/IUL – Instituto Universitário de Lisboa, prorrogou o prazo para o envio dos resumos para até ao próximo dia 15 de Abril.
Mais informações em: https://sites.google.com/site/seminariobrasileuropa2012/
Este Blog é mantido (desde Maio de 2005) por Juliana Iorio (juioriobr@hotmail.com) e começou com o objetivo de apresentar estudos na área da Comunicação, que estavam a ser desenvolvidos tanto no Brasil quanto em Portugal. No entanto, tornou-se num veículo de comunicação entre ambos os países, e para além de apresentar estudos comparativos, nas mais diversas áreas do conhecimento, procura divulgar também o que tem acontecido, de jornalisticamente relevante, nestes dois países.
sábado, abril 07, 2012
terça-feira, abril 03, 2012
Um pouquinho do Brasil na Inglaterra
Brasileira “agita a cultura nacional” em Londres, através da Organização de Artes GANDAIA
Por Juliana Iorio
Por Juliana Iorio
Mariana Rebello Pinho é o nome desta brasileira, natural de Brasília, que desde criança lida com as artes plásticas e as indumentárias. “Este era um hobby de família que serviu de base para eu me desenvolver como estilista e conseguir o meu primeiro emprego na Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, no Rio de Janeiro, em 2002”, explicou.
Aos 15 anos mudou-se para Cabo Frio (Rio de Janeiro), onde teve a oportunidade de conhecer uma família de ingleses, que despertou-lhe o interesse por aquela língua e aquele país. Aos 21 anos foi para Rio de Janeiro, onde iniciou a faculdade de moda mas percebeu que não era bem isso o que queria: “Eu queria mesmo fazer indumentárias. Não estava tão interessada no lado comercial da moda”, afirmou. Assim, no final do primeiro período de faculdade, foi convidada a participar na equipe de criação de alegorias da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel e, desde então, convites para novos trabalhos não param de chegar.
Trabalhou como “personal stylist” no Rio de Janeiro, até que um dos seus produtos, a “Bolsa de Balão”, passou a ser vendido em Londres. Por isso, em 2004, partiu para lá, onde teve a oportunidade de unir o seu trabalho de figurinista com aulas e performances de dança. “Minha meta era estabelecer meu trabalho como figurinista. Mas ao apresentar-me para Escola de Samba Unidos de Londres, acabei por participar do Carnaval e, a partir daí, começaram a surgir convites para que eu dançasse em bandas e também desse aulas”, enfatizou.
Desde então, todos os anos, esta artista retorna ao Brasil para pesquisar as suas tradições junto ao Selo Mundo Melhor (um projeto de música independente, apoiado pelo Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Estado da Cultura), e para aperfeiçoar os ritmos com os quais trabalha (Maracatu, Afro, Orixas e Samba).
O trabalho
Nos últimos 8 anos, Mariana Pinho tem procurado divulgar a cultura brasileira em Londres.
Foi coordenadora e produtora de vários eventos, tais como o 1º e 2º Encontro Europeu de Grupos de Maracatú de Baque Virado, o Carnaval de Notting Hill (considerado por muitos o maior festival de rua da Europa), o Projeto Master Nation (onde dois “mestres” de Maracatú e um de dança, de cada cidade da Europa, partilham a sabedoria e o conhecimento cultural que têm das tradições e origens deste ritmo), e também já atuou como coreógrafa e professora para diversas companhias de renome na Inglaterra, sendo que as suas performances já conquistaram outros países europeus como, França, Alemanha, Escócia, Grécia, Algéria e Irlanda.
Por fim, conseguiu introduzir a cultural brasileira em Londres através de projetos interculturais, desenvolvidos em diversas escolas da cidade, e atualmente é a Diretora Artística da Organização de Artes GANDAIA.
Artes GANDAIA
Esta organização, que promove a cultura brasileira em Londres através da dança, percussão, figurino e intercâmbio cultural, também coordena a banda “Maracatudo Mafua”, que em apenas dois anos de existência assegurou presença em eventos chaves de Londres, como o "Brazil Brazil Festival", "Brazilian Day" entre outros.
Além de aulas de dança e figurino e da direção artística da banda “Maracatudo Mafua”, a “GANDAIA Arts” promove a residência de artistas brasileiros na Europa, e alguns destes artistas também recebem alunos parceiros da GANDAIA no Brasil.
Em 2011 esta organização finalizou a sua temporada no verão europeu com o show do “DJ TUDO e banda”, do fundador do Selo Mundo Melhor, projeto que têm lançado no exterior muitos grupos tradicionais e contemporâneos brasileiros, ainda desconhecidos. Neste único show no Reino Unido, houve o lançamento do álbum "Nos quintais do mundo - minha comunidade e a humanidade!”, álbum que está tendo grande repercussão na media mundial.
Tendo seu primeiro ano de parceria com o Conselho de Artes (Arts Council England), Mariana planejou a agenda para 2012 com foco no bairro de Hackney, com aulas em centros comunitários e escolas, uma residência de artistas de dança e percussão, uma noite própria chamada BRAZIL.I.AM na casa Bedroom Bar e conta com a participacao de mais de 40 artistas vindo direto de Pernambuco para participar do Carnaval de Notting Hill (evento e desfile) sendo eles as bandas Coco de Praia, Mestre Santino Cirandeiro e a Orquestra do Movimento Pro Criança, projeto que envolve crianças e adolescentes carentes em atividades artisticas.
Links: Bedroom Bar
Orquestra Movimento Pro crianca
segunda-feira, abril 02, 2012
O primeiro “Hostel” de uma brasileira em Portugal
Mineira, de Belo Horizonte, é a primeira proprietário brasileira de um Hostel, em Lisboa
Por Juliana Iorio
Débora Santos resolveu mudar de vida aos 34 anos. Natural de Belo Horizonte, divorciada há 16 anos, e com dois filhos que na época tinham 13 e 14 anos, respectivamente, em 2004 decidiu ir para Lisboa (Portugal), onde já tinha alguns conhecidos, e começar do zero. “Eu queria mudar de vida! Já tinha recusado uma proposta de sair do país, mas desta vez eu queria mesmo ir”, referiu. “Sempre tive uma vida boa no Brasil e a minha família achava que eu não deveria embarcar nessa aventura”, continuou.
Mas Débora estava mesmo decidida a ir viver num país totalmente desconhecido. Chegou em Lisboa sem nada definido e foi trabalhar como faxineira. “Meus amigos perguntavam porquê eu estava fazendo isso e a minha família queria que eu voltasse”, contou. “Mas após os dois primeiros meses eu tive a certeza de que queria ficar”, reiterou.
Hoje, há 7 anos em Portugal, Débora é proprietária do “Lisbon Landscape Backpackers' Flat”, um hostel situado no coração da cidade e o único cuja proprietária é uma mulher brasileira.
Como tudo começou
Débora trabalhou como faxineira em diversos lugares de Lisboa até que resolveu colocar um anúncio no jornal onde se oferecia para fazer limpezas. “Aí que aconteceu a grande mudança na minha vida”, enfatizou. “Nesta época estava abrindo o primeiro hostel em Lisboa e o proprietário me contratou”, explicou.
Até então, esta mineira nunca tinha ouvido falar no conceito de “hostel”. Isto foi em 2006 e Débora trabalhou lá durante 4 anos. “Uma vez a polícia apareceu lá, e como eu estava ilegal, eles me pegaram. Neste dia, o proprietário do hostel resolveu me legalizar”, recordou. Durante os 4 anos que lá ficou, Débora passou de simples faxineira a encarregada de todo hostel e aprendeu a falar inglês. Por isso, após esse período, achou que havia chegado o momento de dar um “salto” maior na sua vida profissional. “Eu sabia que podia dar mais, mas também sabia que o proprietário do hostel não podia me oferecer mais”, referiu. Assim, no final de 2009 Débora deixou o hostel sem saber ao certo o que iria fazer. “Nesta época eu estava pensando em ir embora de Portugal”, confessou. “Eu pensava em ir para a Inglaterra, já tinha até trabalho, casa, tudo. Mas como um dos meus filhos queria ficar, continuou a trabalhar para este hostel, inclusive trabalha lá até hoje, eu acabei por desistir”, continuou.
Disponível para o mercado de trabalho português, mas sem muitas perspectivas de emprego devido à crise que assolou toda a Europa neste período, essa mineira de Belo Horizonte pensou, então, em montar o sue próprio negócio. Devido à experiência acumulada ao longo dos últimos anos, decidiu, então, que iria abrir o seu próprio hostel. “Consegui um financiamento do Banco do Brasil e do banco português Millenium, pedi orientação para o Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural (ACIDI), em Lisboa, aluguei esse espaço e o “Lisbon Landscape Backpackers' Flat”começou a funcionar no dia 15 de Maio do ano passado”, contou. “Graças à Deus estamos tendo muito sucesso! O ACIDI já veio conhecer o espaço e depois disso já nos indicou muitos hóspedes”, continuou.
Débora disse que quando pensou em abrir o hostel, sabia que neste meio, a crise não chegaria. “Eu não dependo de pessoas de Portugal e nem da Europa, exclusivamente. Recebo pessoas do mundo inteiro. Por outro lado, a crise até favorece porque as pessoas acabam procurando lugares mais baratos. Aqui, além de terem um preço mais barato, as pessoas podem economizar cozinhando, lavando roupa, etc”, concluiu.
Hostel – O Conceito
“Hostel é uma hospedagem “low cost”. Não é um hotel, não é uma pensão, não aluga-se quartos. Aluga-se camas”, definiu a proprietária do “Lisbon Landscape Backpackers' Flat”.
Trata-se de um apartamento com 4 quartos que comportam, ao todo, 22 camas. Os outros cómodos são de uso comum e a limpeza é assegurada pelo hostel. Além de cozinha, banheiros e uma área de serviço totalmente equipada, este hostel oferece acesso à Internet e possui uma varanda com uma belíssima vista sobre a cidade de Lisboa. “Muitas vezes as pessoas preferem os hostels não só por causa do preço, mas porque querem conviver com outras pessoas”, explicou. “Fazemos passeios a noite, jantares… ontem mesmo teve um “sarau” aqui e todos os hóspedes participaram”, enfatizou.
O café da manhã é oferecido pelo hostel, mas as outras refeições são confeccionadas pelos próprios hóspedes. “Já tivemos hóspedes que viveram quase um ano aqui e foi horrível quando foram embora”, salientou. A população mais jovem (com idades entre os 18 e os 35 anos) é mais adepta deste tipo de acomodação. No entanto, garante Débora, “já tivemos hóspedes com 75 anos que prometeram que irão voltar!”
domingo, abril 01, 2012
Falta de respeito pelo trabalho do jornalista
A falta de respeito que alguns órgãos de comunicação tem pelo trabalho dos jornalistas freelancers deveria ser algo de séria punição.
Quando um órgão de comunicação nos encomenda um trabalho, ou nós sugerimos uma pauta e esta é aceita, em primeiro lugar, mesmo que o trabalho não seja publicado, devemos ser pagos pelo mesmo. Afinal, houve perda de tempo e despesas que, a priori, é o jornalista que deve sempre arcar.
Em segundo lugar, se o órgão de comunicação em questão já conhece e gosta do nosso trabalho, após a pauta ter sido aprovada, não há desculpa para que a mesma não seja publicada. Eu sei que, muitas vezes, determinadas pautas "caem" em detrimento dos anúncios publicitários que mantém os órgãos de comunicação. No entanto, não posso deixar de considerar isso uma falta de respeito para com o trabalho do jornalista.
Mais uma vez (porque não foi a primeira vez que isso aconteceu) um dos órgãos de comunicação para o qual eu presto serviço, ou melhor, prestava, uma revista que não vou dizer o nome por questões éticas, agiu desta maneira sobre duas pautas que eu sugeri. As mesmas foram aceitas e, no entanto, não foram publicadas. Uma delas me foi paga porque o órgão em questão considerou justo fazê-lo A outra, disseram-me que iriam publicar mas, até hoje, estou a espera. E já andamos nisso há mais de um ano! Já enviei diversos e-mails para eles, a fim de saber o que se passa, mas não obtenho nenhuma resposta.
Sinto-me indignada, não só pela falta de respeito que este órgão demonstrou para comigo, após anos de colaboração, mas também pelo facto de não terem respeitado os entrevistados que perderam o seu tempo para dar, gratuitamente, uma entrevista que, no fim, não será publicada.
Isto, em tom de desabafo, é mais um alerta para que os jornalistas freelancers se imponham e façam valer os seus direitos.
Nos próximos dias irei publicar neste blog as duas reportagens que fiz e não foram publicadas pela revista que havia se comprometido em fazê-lo. Devo isso aos entrevistados. Sei que não eram isso que tinham em mente... Eu também não... Mas essa é a única maneira que encontro para demonstrar a minha gratidão e respeito pelo tempo dispendido nas entrevistas que me concederam.
Muito Obrigada!
Juliana Iorio
segunda-feira, março 19, 2012
Migrações internacionais: interações entre estados, poderes e agentes
Está aberta, desde o 5 de março, a chamada de trabalhos para o 36º Encontro anual da Associação Nacional de Pesquisa em Ciências Sociais, Anpocs, que será realizado em Águas de Lindóia, SP, de 21 a 25 de outubro de 2012. Até o dia 10 de abril, os 36 grupos de trabalho da Anpocs receberão propostas de apresentação, mediante submissão de resumo.
Site da Anpocs: http://www.anpocs.org.br/portal/#
Grupo de Trabalho 22 - Migrações internacionais: interações entre estados, poderes e agentes
Coordenadores: Helion Povoa Neto (UFRJ), Maria Catarina Zanini (UFSM)
Ementa: A abordagem acerca das migrações internacionais tem aumentado consideravelmente nas últimas décadas em nível mundial, seja do ponto de vista das complexidades envolvidas quanto em relação à forma como as mesmas têm sido tratadas pelas Ciências Sociais e áreas afins. Não se trata mais somente de um processo demográfico ou histórico a ser estudado, mas sim, também, dos inúmeros aspectos envolvidos nos processos de negociação e de sobrevivência de amplos contingentes humanos em deslocamento. O objetivo deste GT é propiciar um fórum para discussão entre pesquisadores que estejam trabalhando com a questão da migração em seus múltiplos aspectos, nos diversos campos de conhecimento das ciências sociais, de modo a avançar nossa compreensão sobre o tema, e sobre suas implicações do ponto de vista da análise de processos e teorias de migrações internacionais. Trata-se também de um tema que tem desafiado os pesquisadores quanto ao uso de novas metodologias de pesquisa e da riqueza provinda da interdisciplinaridade. Neste aspecto, serão bem vindos, igualmente, propostas que reflitam acerca dos aspectos teórico-metodológicos envolvidos nos estudos migratórios internacionais.
domingo, março 18, 2012
Seminário Internacional "Narrativas e memória social - Abordagens teóricas e metodológicas"
Encontra-se aberta até ao próximo dia 31 de Março a call for papers relativa ao Seminário Internacional “Narrativas e memória social - Abordagens teóricas e metodológicas”, que se realiza nos dias 29 e 30 de Junho, na UMinho. Organizado pela equipa de investigação do projeto “Narrativas Identitárias e Memória Social” (FCT/CECS), visa discutir a relevância, o impacto e as consequências das diferentes abordagens e das teorias dominantes e emergentes nesta área.
Resumos de até 300 palavras para comunicações orais ou posters, e uma breve biografia de cerca de 150 palavras podem ser enviados para a organização da conferência: nims@ics.uminho.pt
As propostas de comunicação oral ou poster deverão ser submetidas em inglês, contendo nome, afiliação académica e contactos. O prazo para o envio de propostas termina a 31 de Março de 2012 – a notificação sobre a aceitação das comunicações e posters será efetuada até dia 30 de Abril de 2012.
Call for papers em Português
Texto completo ---> http://tinyurl.com/7do5ytd
Call for papers em Inglês
Texto completo ---> http://tinyurl.com/7a7pa2v
Website do seminário:
http://www.lasics.uminho.pt/internationalseminar2012/
Questões relacionadas ao envio de propostas:
Lilia Abadia - b5847@ics.uminho.pt
Resumos de até 300 palavras para comunicações orais ou posters, e uma breve biografia de cerca de 150 palavras podem ser enviados para a organização da conferência: nims@ics.uminho.pt
As propostas de comunicação oral ou poster deverão ser submetidas em inglês, contendo nome, afiliação académica e contactos. O prazo para o envio de propostas termina a 31 de Março de 2012 – a notificação sobre a aceitação das comunicações e posters será efetuada até dia 30 de Abril de 2012.
Call for papers em Português
Texto completo ---> http://tinyurl.com/7do5ytd
Call for papers em Inglês
Texto completo ---> http://tinyurl.com/7a7pa2v
Website do seminário:
http://www.lasics.uminho.pt/internationalseminar2012/
Questões relacionadas ao envio de propostas:
Lilia Abadia - b5847@ics.uminho.pt
quinta-feira, março 08, 2012
Lançamento do livro: Política nos Jornais Portugueses
terça-feira, março 06, 2012
Conferência: Empregos no Brasil para estrangeiros
Se trabalhar no Brasil faz parte dos seus próximos objectivos, então, no dia 25 de Março garanta o seu lugar na conferência “Empregos no Brasil para Estrangeiros”!
"Empregos no Brasil para Estrangeiros" é um projecto criado pelo empresário português residente no Brasil, David Bernardo, desenvolvido no Brasil para esclarecer o processo de emigrar para o Brasil e fazer a ponte entre os melhores profissionais portugueses e as melhores empresas brasileiras. E é precisamente este o tema da conferência de dia 25 de Março, que terá lugar na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, das 09h00 às 18h00. Se tem interesse em residir no Brasil, certamente terá muitas dúvidas, por isso esclareça-as e obtenha ainda mais informações directamente dos maiores especialistas de Head Hunting, Recursos Humanos e advogados de emigração Brasileiros assim como de portugueses que sabem por experiência própria como é trabalhar e morar neste país.
Serão abordados temas como salários, custo de vida, mercado profissional, processo de recrutamento, CV, vistos, entre outros assuntos de enorme importância para quem pretende rumar em direcção ao Brasil. Desfaça os mitos, como “existe trabalho para todos” ou “portugueses não necessitam de visto”, e fique com a certeza de que este é o rumo que pretende dar à sua vida.
Um EXCLUSIVO ClubeFashion, por isso garanta a sua presença nesta conferência inédita e compre através do site http://www.clubefashion.com/ o seu bilhete!
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