quarta-feira, abril 18, 2012

Dia Comunicação e Jornalismo – À descoberta dos bastidores dos media

Na manhã de 3 de maio, José Carlos Abrantes discute o papel do Provedor do Telespectador, à tarde, a jornalista Diana Andringa, a presidente do CIMJ, Estrela Serrano e Pedro Tadeu, subdiretor do Diário de Notícias, conversam em torno do tema “O Lugar do Jornalismo e dos Jornalistas, hoje”. Todos participam no Dia Comunicação e Jornalismo, organizado pela licenciatura em Comunicação e Jornalismo da Lusófona.

Um dia diferente para professores, alunos e investigadores, mas dirigido também a quem tenha vontade de participar no debate. Inserido na iniciativa nacional “Um Dia com os Media”, que pretende aproximar os meios de comunicação social da sociedade civil, o objetivo é dar a conhecer os bastidores das notícias e tem como enquadramento o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Entre as 14h30 e as 17h00 haverá espaço para analisar o futuro do mercado de trabalho nos media, através de uma Jobshop Jornalismo e um workshop Prepara-te! que apontará instrumentos e estratégias para entrar no mercado de trabalho.

O Dia Comunicação e Jornalismo tem início às 10h30, no Auditório Armando Guebuza.

A entrada é livre mas limitada ao número de lugares disponíveis no Auditório.

Inscrição obrigatória para: carla.ales@ulusofona.pt, com a indicação de nome completo, até 2 de Maio às 17h00. Será atribuído certificado de participação aos inscritos.

segunda-feira, abril 09, 2012

Encontro sobre reportagem em cenários de conflito

Em cenários de conflito ou acontecimentos em que podem ocorrer incidentes, devem os jornalistas identificar-se de forma permanente? De que forma? Que estratégias, procedimentos e regras de segurança devem adoptar?
Amanhã, terça-feira, dia 10 de Abril, pelas 21 horas, na sua sede nacional (Rua dos Duques de Bragança, 7 - E - Lisboa) o Sindicato dos Jornalistas promove um encontro de reflexão aberto a todos os profissionais, para discutir estas e outras questões relacionadas com a prevenção de riscos e a adopção de medidas de segurança.
Leia mais aqui:

domingo, abril 08, 2012

Doutoramento em Migrações - Lisboa 2012

Até 28 de Junho estão abertas as candidaturas para o Doutoramento em Migrações no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT), em Lisboa (Portugal).
As candidaturas poderão ser enviadas por e-mail para: academicos@igot.ul.pt, ou por correio para: Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, Edifício IGOT, Serviços Académicos – Estudos pós-graduados, Av. Prof. Gama Pinto, 1649-003 LISBOA - Portugal.

O Formulário de Candidatura deve ser instruído com os seguintes elementos:
- Curriculum vitae;
- Documentos comprovativos da posse de graus académicos ou outros diplomas relevantes;

- Indicação do ramo de conhecimento em que pretende efetuar o doutoramento;

- Apresentação de um dos seguintes documentos: um projeto de investigação, indicando o objeto de estudo, a metodologia e os objetivos da investigação, devidamente problematizados com base em bibliografia de referência na área de estudo à qual se candidata (obrigatório para candidatos que pretendam apresentar uma candidatura a uma bolsa de doutoramento da FCT).
 
- Carta de intenções, expondo as razões da escolha do programa de estudos e apresentando o domínio a investigar e os objetivos fundamentados do trabalho que se propõe desenvolver durante o doutoramento.
 
Taxa de candidatura: € 50,00/candidatura

Seguro escolar: € 2,50/ano

Propinas : € 2750,00/ano. A partir do 2º ano, para os alunos que tenham tido o projeto de dis-sertação aprovado, o valor da propina é de € 1500,00/ano.
As propinas podem ser pagas em 3 prestações, a primeira com a matrícula em outubro (40%), a 2ª prestação até 31 de janeiro de 2013 (30%) e a 3ª prestação até 30 de abril de 2013 (30%).

sábado, abril 07, 2012

Novos Prazos - 2º Seminário de Estudos sobre a Imigração Brasileira na Europa - Lisboa 2012

O 2º Seminário de estudos sobre imigração Brasileira na Europa, que se realiza de 4 a 6 de Junho de 2012, no ISCTE/IUL – Instituto Universitário de Lisboa, prorrogou o prazo para o envio dos resumos para até ao próximo dia 15 de Abril.
Mais informações em: https://sites.google.com/site/seminariobrasileuropa2012/

terça-feira, abril 03, 2012

Um pouquinho do Brasil na Inglaterra

Brasileira “agita a cultura nacional” em Londres, através da Organização de Artes GANDAIA
Por Juliana Iorio

Mariana Rebello Pinho é o nome desta brasileira, natural de Brasília, que desde criança lida com as artes plásticas e as indumentárias. “Este era um hobby de família que serviu de base para eu me desenvolver como estilista e conseguir o meu primeiro emprego na Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, no Rio de Janeiro, em 2002”, explicou.
Aos 15 anos mudou-se para Cabo Frio (Rio de Janeiro), onde teve a oportunidade de conhecer uma família de ingleses, que despertou-lhe o interesse por aquela língua e aquele país. Aos 21 anos foi para Rio de Janeiro, onde iniciou a faculdade de moda mas percebeu que não era bem isso o que queria: “Eu queria mesmo fazer indumentárias. Não estava tão interessada no lado comercial da moda”, afirmou. Assim, no final do primeiro período de faculdade, foi convidada a participar na equipe de criação de alegorias da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel e, desde então, convites para novos trabalhos não param de chegar.
Trabalhou como “personal stylist” no Rio de Janeiro, até que um dos seus produtos, a “Bolsa de Balão”, passou a ser vendido em Londres. Por isso, em 2004, partiu para lá, onde teve a oportunidade de unir o seu trabalho de figurinista com aulas e performances de dança. “Minha meta era estabelecer meu trabalho como figurinista. Mas ao apresentar-me para Escola de Samba Unidos de Londres, acabei por participar do Carnaval e, a partir daí, começaram a surgir convites para que eu dançasse em bandas e também desse aulas”, enfatizou.
Desde então, todos os anos, esta artista retorna ao Brasil para pesquisar as suas tradições junto ao Selo Mundo Melhor (um projeto de música independente, apoiado pelo Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Estado da Cultura), e para aperfeiçoar os ritmos com os quais trabalha (Maracatu, Afro, Orixas e Samba).
O trabalho
Nos últimos 8 anos, Mariana Pinho tem procurado divulgar a cultura brasileira em Londres.
Foi coordenadora e produtora de vários eventos, tais como o 1º e 2º Encontro Europeu de Grupos de Maracatú de Baque Virado, o Carnaval de Notting Hill (considerado por muitos o maior festival de rua da Europa), o Projeto Master Nation (onde dois “mestres” de Maracatú e um de dança, de cada cidade da Europa, partilham a sabedoria e o conhecimento cultural que têm das tradições e origens deste ritmo), e também já atuou como coreógrafa e professora para diversas companhias de renome na Inglaterra, sendo que as suas performances já conquistaram outros países europeus como, França, Alemanha, Escócia, Grécia, Algéria e Irlanda.
Por fim, conseguiu introduzir a cultural brasileira em Londres através de projetos interculturais, desenvolvidos em diversas escolas da cidade, e atualmente é a Diretora Artística da Organização de Artes GANDAIA.
Artes GANDAIA
Esta organização, que promove a cultura brasileira em Londres através da dança, percussão, figurino e intercâmbio cultural, também coordena a banda “Maracatudo Mafua”, que em apenas dois anos de existência assegurou presença em eventos chaves de Londres, como o "Brazil Brazil Festival", "Brazilian Day" entre outros.
Além de aulas de dança e figurino e da direção artística da banda “Maracatudo Mafua”, a “GANDAIA Arts” promove a residência de artistas brasileiros na Europa, e alguns destes artistas também recebem alunos parceiros da GANDAIA no Brasil.
Em 2011 esta organização finalizou a sua temporada no verão europeu com o show do “DJ TUDO e banda”, do fundador do Selo Mundo Melhor, projeto que têm lançado no exterior muitos grupos tradicionais e contemporâneos brasileiros, ainda desconhecidos. Neste único show no Reino Unido, houve o lançamento do álbum "Nos quintais do mundo - minha comunidade e a humanidade!”, álbum que está tendo grande repercussão na media mundial.
Tendo seu primeiro ano de parceria com o Conselho de Artes (Arts Council England), Mariana planejou a agenda para 2012 com foco no bairro de Hackney, com aulas em centros comunitários e escolas, uma residência de artistas de dança e percussão, uma noite própria chamada BRAZIL.I.AM na casa Bedroom Bar e conta com a participacao de mais de 40 artistas vindo direto de Pernambuco para participar do Carnaval de Notting Hill (evento e desfile) sendo eles as bandas Coco de Praia, Mestre Santino Cirandeiro e a Orquestra do Movimento Pro Criança, projeto que envolve crianças e adolescentes carentes em atividades artisticas.
Links: Bedroom Bar
Orquestra Movimento Pro crianca

segunda-feira, abril 02, 2012

O primeiro “Hostel” de uma brasileira em Portugal

Mineira, de Belo Horizonte, é a primeira proprietário brasileira de um Hostel, em Lisboa
Por Juliana Iorio

Débora Santos resolveu mudar de vida aos 34 anos. Natural de Belo Horizonte, divorciada há 16 anos, e com dois filhos que na época tinham 13 e 14 anos, respectivamente, em 2004 decidiu ir para Lisboa (Portugal), onde já tinha alguns conhecidos, e começar do zero. “Eu queria mudar de vida! Já tinha recusado uma proposta de sair do país, mas desta vez eu queria mesmo ir”, referiu. “Sempre tive uma vida boa no Brasil e a minha família achava que eu não deveria embarcar nessa aventura”, continuou.

Mas Débora estava mesmo decidida a ir viver num país totalmente desconhecido. Chegou em Lisboa sem nada definido e foi trabalhar como faxineira. “Meus amigos perguntavam porquê eu estava fazendo isso e a minha família queria que eu voltasse”, contou. “Mas após os dois primeiros meses eu tive a certeza de que queria ficar”, reiterou.

Hoje, há 7 anos em Portugal, Débora é proprietária do “Lisbon Landscape Backpackers' Flat”, um hostel situado no coração da cidade e o único cuja proprietária é uma mulher brasileira.

Como tudo começou

Débora trabalhou como faxineira em diversos lugares de Lisboa até que resolveu colocar um anúncio no jornal onde se oferecia para fazer limpezas. “Aí que aconteceu a grande mudança na minha vida”, enfatizou. “Nesta época estava abrindo o primeiro hostel em Lisboa e o proprietário me contratou”, explicou.

Até então, esta mineira nunca tinha ouvido falar no conceito de “hostel”. Isto foi em 2006 e Débora trabalhou lá durante 4 anos. “Uma vez a polícia apareceu lá, e como eu estava ilegal, eles me pegaram. Neste dia, o proprietário do hostel resolveu me legalizar”, recordou. Durante os 4 anos que lá ficou, Débora passou de simples faxineira a encarregada de todo hostel e aprendeu a falar inglês. Por isso, após esse período, achou que havia chegado o momento de dar um “salto” maior na sua vida profissional. “Eu sabia que podia dar mais, mas também sabia que o proprietário do hostel não podia me oferecer mais”, referiu. Assim, no final de 2009 Débora deixou o hostel sem saber ao certo o que iria fazer. “Nesta época eu estava pensando em ir embora de Portugal”, confessou. “Eu pensava em ir para a Inglaterra, já tinha até trabalho, casa, tudo. Mas como um dos meus filhos queria ficar, continuou a trabalhar para este hostel, inclusive trabalha lá até hoje, eu acabei por desistir”, continuou.

Disponível para o mercado de trabalho português, mas sem muitas perspectivas de emprego devido à crise que assolou toda a Europa neste período, essa mineira de Belo Horizonte pensou, então, em montar o sue próprio negócio. Devido à experiência acumulada ao longo dos últimos anos, decidiu, então, que iria abrir o seu próprio hostel. “Consegui um financiamento do Banco do Brasil e do banco português Millenium, pedi orientação para o Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural (ACIDI), em Lisboa, aluguei esse espaço e o “Lisbon Landscape Backpackers' Flat”começou a funcionar no dia 15 de Maio do ano passado”, contou. “Graças à Deus estamos tendo muito sucesso! O ACIDI já veio conhecer o espaço e depois disso já nos indicou muitos hóspedes”, continuou.

Débora disse que quando pensou em abrir o hostel, sabia que neste meio, a crise não chegaria. “Eu não dependo de pessoas de Portugal e nem da Europa, exclusivamente. Recebo pessoas do mundo inteiro. Por outro lado, a crise até favorece porque as pessoas acabam procurando lugares mais baratos. Aqui, além de terem um preço mais barato, as pessoas podem economizar cozinhando, lavando roupa, etc”, concluiu.

Hostel – O Conceito

“Hostel é uma hospedagem “low cost”. Não é um hotel, não é uma pensão, não aluga-se quartos. Aluga-se camas”, definiu a proprietária do “Lisbon Landscape Backpackers' Flat”.

Trata-se de um apartamento com 4 quartos que comportam, ao todo, 22 camas. Os outros cómodos são de uso comum e a limpeza é assegurada pelo hostel. Além de cozinha, banheiros e uma área de serviço totalmente equipada, este hostel oferece acesso à Internet e possui uma varanda com uma belíssima vista sobre a cidade de Lisboa. “Muitas vezes as pessoas preferem os hostels não só por causa do preço, mas porque querem conviver com outras pessoas”, explicou. “Fazemos passeios a noite, jantares… ontem mesmo teve um “sarau” aqui e todos os hóspedes participaram”, enfatizou.

O café da manhã é oferecido pelo hostel, mas as outras refeições são confeccionadas pelos próprios hóspedes. “Já tivemos hóspedes que viveram quase um ano aqui e foi horrível quando foram embora”, salientou. A população mais jovem (com idades entre os 18 e os 35 anos) é mais adepta deste tipo de acomodação. No entanto, garante Débora, “já tivemos hóspedes com 75 anos que prometeram que irão voltar!”

domingo, abril 01, 2012

Falta de respeito pelo trabalho do jornalista

A falta de respeito que alguns órgãos de comunicação tem pelo trabalho dos jornalistas freelancers deveria ser algo de séria punição.
Quando um órgão de comunicação nos encomenda um trabalho, ou nós sugerimos uma pauta e esta é aceita, em primeiro lugar, mesmo que o trabalho não seja publicado, devemos ser pagos pelo mesmo. Afinal, houve perda de tempo e despesas que, a priori, é o jornalista que deve sempre arcar.
Em segundo lugar, se o órgão de comunicação em questão já conhece e gosta do nosso trabalho, após a pauta ter sido aprovada, não há desculpa para que a mesma não seja publicada. Eu sei que, muitas vezes, determinadas pautas "caem" em detrimento dos anúncios publicitários que mantém os órgãos de comunicação. No entanto, não posso deixar de considerar isso uma falta de respeito para com o trabalho do jornalista.
Mais uma vez (porque não foi a primeira vez que isso aconteceu) um dos órgãos de comunicação para o qual eu presto serviço, ou melhor, prestava, uma revista que não vou dizer o nome por questões éticas, agiu desta maneira sobre duas pautas que eu sugeri. As mesmas foram aceitas e, no entanto, não foram publicadas. Uma delas me foi paga porque o órgão em questão considerou justo fazê-lo A outra, disseram-me que iriam publicar mas, até hoje, estou a espera. E já andamos nisso há mais de um ano! Já enviei diversos e-mails para eles, a fim de saber o que se passa, mas não obtenho nenhuma resposta.
Sinto-me indignada, não só pela falta de respeito que este órgão demonstrou para comigo, após anos de colaboração, mas também pelo facto de não terem respeitado os entrevistados que perderam o seu tempo para dar, gratuitamente, uma entrevista que, no fim, não será publicada.
Isto, em tom de desabafo, é mais um alerta para que os jornalistas freelancers se imponham e façam valer os seus direitos.
Nos próximos dias irei publicar neste blog as duas reportagens que fiz e não foram publicadas pela revista que havia se comprometido em fazê-lo. Devo isso aos entrevistados. Sei que não eram isso que tinham em mente... Eu também não... Mas essa é a única maneira que encontro para demonstrar a minha gratidão e respeito pelo tempo dispendido nas entrevistas que me concederam.
Muito Obrigada!
Juliana Iorio

segunda-feira, março 19, 2012

Migrações internacionais: interações entre estados, poderes e agentes

Está aberta, desde o 5 de março, a chamada de trabalhos para o 36º Encontro anual da Associação Nacional de Pesquisa em Ciências Sociais, Anpocs, que será realizado em Águas de Lindóia, SP, de 21 a 25 de outubro de 2012. Até o dia 10 de abril, os 36 grupos de trabalho da Anpocs receberão propostas de apresentação, mediante submissão de resumo.
Grupo de Trabalho 22 - Migrações internacionais: interações entre estados, poderes e agentes
Coordenadores: Helion Povoa Neto (UFRJ), Maria Catarina Zanini (UFSM)
Ementa: A abordagem acerca das migrações internacionais tem aumentado consideravelmente nas últimas décadas em nível mundial, seja do ponto de vista das complexidades envolvidas quanto em relação à forma como as mesmas têm sido tratadas pelas Ciências Sociais e áreas afins. Não se trata mais somente de um processo demográfico ou histórico a ser estudado, mas sim, também, dos inúmeros aspectos envolvidos nos processos de negociação e de sobrevivência de amplos contingentes humanos em deslocamento. O objetivo deste GT é propiciar um fórum para discussão entre pesquisadores que estejam trabalhando com a questão da migração em seus múltiplos aspectos, nos diversos campos de conhecimento das ciências sociais, de modo a avançar nossa compreensão sobre o tema, e sobre suas implicações do ponto de vista da análise de processos e teorias de migrações internacionais. Trata-se também de um tema que tem desafiado os pesquisadores quanto ao uso de novas metodologias de pesquisa e da riqueza provinda da interdisciplinaridade. Neste aspecto, serão bem vindos, igualmente, propostas que reflitam acerca dos aspectos teórico-metodológicos envolvidos nos estudos migratórios internacionais.