sábado, novembro 27, 2010

"A mediação na construção de uma identidade de direitos da infância: representações jornalísticas de crianças e adolescentes em Portugal e no Brasil"

Na próxima Segunda-feira, dia 6 de Dezembro, realiza-se, pelas 15h00, na Sala Multiusos 1 do Edifício I&D, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, a prova de doutoramento da Mestre LÍDIA SORAYA BARRETO MARÔPO.

"A mediação na construção de uma identidade de direitos da infância: representações jornalísticas de crianças e adolescentes em Portugal e no Brasil", é o nome da tese desenvolvida por esta investigadora brasileira, que têm centrado as suas pesquisas no ramo da comunicação (especialidade: comunicação e ciência sociais) e a sua interacção com crianças e jovens.

quinta-feira, novembro 25, 2010

I Seminário sobre Imigração Brasileira na Europa

De hoje (25 de Novembro) até Sábado (dia 27), acontece em Barcelona (Espanha), o I Seminário de Estudos sobre Imigração Brasileira na Europa”.
Veja a programação:

Hoje - 25/11/2010

MESA REDONDA: Panorama dos principais fluxos da imigração brasileira na Europa - 19h00

Espanha - Imigração brasileira na Espanha – Dr. Leonardo Cavalcanti (Universidad Autónoma de Barcelona)
Inglaterra - Imigração brasileira na Inglaterra - Dra. Yara Evans (Queen Mary, University of London)
Italia - Imigração brasileira na Itália – Dr.Valter Zanin (Università Degli Studi Di Padova)
Portugal - Imigração brasileira em Portugal - Dr. Jorge Malheiros (Universidade de Lisboa)
Moderadora - Dra. Beatriz Padilla - (Instituto Universitário de Lisboa)

Sexta-feira - 26/11/2010

COMUNICAÇÃO: GÊNERO E SEXUALIDADE - 9h30

Espanha - Travestis brasileñas en Europa: el viaje como constructor de las identidades - Julieta Vartabedian
Alemanha - Coming Out for Coming Home: uma análise etnográfica sobre brasileiros homosexuais em Munique - Andréa Junqueira Dessoy Maciel
Italia - Juízo e Sorte: enredando maridos e clientes nas narrativas sobre o sucesso do projeto migratório das travestis brasileiras para a Itália – Dra. Flavia do Bonsucesso Texeira/ Gilson Goulart Carrijo
Moderador - Dr. Anderson Ferrari – Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros na Catalunha

COMUNICAÇÃO: GÊNERO E FAMILIA - 11h45

Suiça - A experiência dos casamentos interculturais: As Mulheres Culturalmente Transplantadas - Maria Eduarda Noura Rittiner
Suiça, Italia, Portugal e Espanha - La excepción reveladora: esposas brasileñas deuniones mixtas en España, Suiza, Italia Y Portugal – Dr. Jordi Roca Girona
Espanha - A família espanhola e a receptividade a migrantes brasileiros – Dr. Parry Scott/ Dra. Fabiana Gama - Espanha
Moderadora - Dra. Yara Evans – Grupo de Estudos sobre Brasileiros no Reino Unido

COMUNICAÇÃO: GÊNERO E SOCIEDADE I - 15h00

Espanha - O caráter associativo na vida de mulheres imigrantes brasileiras com câncer de mama - Veronaldo de Lucena/ Edina de Brito
Alemanha - Social support activities by a Brazilian women's organisation in Germany and why they matter for social work in a migration context – Dra. Annemarie Duscha
Portugal - Género e empreendedorismo imigrante brasileiro em Portugal – que impactos na integração e nas relações transnacionais? - Suelda Albuquerque/ Dra. Beatriz Padilla/ Dr. Jorge Malheiros
Espanha -Violência de Gênero no Casal e Mulheres Imigrantes: um olhar sobre as brasileiras - Roberta Alencar
Portugal - Excluindo sexo e etnia: mulheres brasileiras trabalhadoras em Portugal - Thais França
Moderador(a) - Membro do Grupo Multiculturalismo e Gênero – Universtitat de Barcelona

MESA REDONDA: Pensado as questões de gênero dos brasileiros e brasileiras na Europa - 16h45

Espanha - Geografia política do afeto: interesse, “amor” e migração – Dra. Adriana Piscitelli (Universidade Estadual de Campinas – Unicamp)
Inglaterra - Prioridades de Gênero e Sexualidade na Imigração Brasileira no Reino Unido – Dra. Else Viera (Queen Mary College, University of London)
Portugal - Género e migrações: o que sugere o estudo das imigrantes brasileiras em Portugal – Dra. Beatriz Padilla (Instituto Universitário de Lisboa)
Moderador - Membro do Grupo Multiculturalismo e Gênero – Universtitat de Barcelona

COMUNICAÇÃO: GÊNERO E SOCIEDADE II - 18h15

Portugal - Ser Brasileira em Portugal: imigração, género e colonialidade – Dra. Beatriz Padilla/ Mariana Selister/ Gleiciani Fernandes
Portugal - Imagens de brasileiros/os no atravessar das fronteiras:(des)organizando imaginários – Dra. Iara Beleli
Portugal - Do 'Brasil-Palhaço' ao 'Portugal-Europa': a importância do 'onde se vem' na construção do 'para onde se vai' nas estratégias de imigrantes brasileiras em Portugal – Dra. Elsa Rodrigues
Espanha - Mass media, género y construcción de imaginarios sociales: un análisis de la representación mediática de Brasil en España – Maria Badet Souza
Portugal - Sob o véu dos direitos humanos: Tráfico, Tráfego e Políticas Públicas para a Imigração. Um estudo de caso sobre as mulheres brasileiras em Portugal - Paula Christofoletti Togni/ Filipa Alvim
Moderadora - Dra. Cristina Souza da Rosa – Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros na Catalunha

Sábado - 27/11/2010

COMUNICAÇÃO: IDENTIDADE, INTEGRAÇÃO E RELIGIAO - 9h30

Bélgica - When distrust causes too much suffering. Or why there are (few) Brazilians in the Universal Church of the Kingdom of God in Brussels - Elisabeth Mareels
Portugal - Imigrantes Brasileiros em Portugal: integração e sua percepção em relação aos portugueses – José Rebelo dos Santos; Maria Filomena Mendes, Conceição Rego e Maria da Graça Magalhães - Portugal
Portugal - Adaptação e saúde de imigrantes brasileiros em Portugal - Lyria Maria dos Reis/ Natália Ramos
Inglaterra - Faith across Borders: Religion in the lives of Brazilian migrants in London and 'back home' - Olivia Sheringham
Moderadora - Maria das Graças Brightwell – Grupo de Estudos sobre Brasileiros no Reino Unido

APRESENTAÇÃO PÔSTERES - 11h00

Espanha - Método Paulo Freire: El Diálogo En La Enseñanza Del Español Para Inmigrantes - Édina de Brito/ Veronaldo Lucena
França- Seletividade migratória e capital cultural na migração de brasileiros para a França - Gisele Maria Ribeiro de Almeida
Inglaterra - The construction of the 'Brazilian communities' of bournemouth: an ethnomethodological investigation - Matthew Nouch
Inglaterra - Significados do Trabalho para Imigrantes Brasileiros em Londres - Tania Tonhati/ Laila Graf

COMUNICAÇÃO: FLUXOS MIGRATÓRIOS, MERCADO DE TRABALHO E ECONOMIA - 11h30

Portugal - Dos "Brasis" para os "Portugais": transformações da emigração brasileira para Portugal nos últimos 20 anos - Filipa Pinho
Espanha - Los Impactos Laborales De La Crisis Económica Sobre La Población Brasileña En España – Dra. Erika Masanet/ Dra., Rosana Baening
Espanha - Impedimentos de contato e mobilidade: anotações sobre a detenção de imigrantes e de ligações familiares no país de origem – Dra. Fabiana Gama/ Dr. Parry Scott – Espanha
Italia - Inserção sócio-profissional dos imigrantes brasileiros no mercado do trabalho na Itália – Dr. Valter Zanin
Moderadora - Dra. Glaucenira Maximino – Associação Brasileira de Assistência aos Estrangeiros

COMUNICAÇÃO: FLUXOS MIGRATÓRIOS, TRABALHO E EDUCAÇÃO - 15h00

Portugal - Associativismo Transnacional – um estudo sobre a Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros em Coimbra (APEB – Coimbra) - Beatriz Caitana da Silva
Portugal - Noções de imigração e cultura na era da globalização: o caso dos estudantes brasileiros da Universidade de Coimbra - Fabrício Rocha
Portugal - Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros em Coimbra (APEB-Coimbra): Desafios e perspectivas para a imigração estudantil e política-científica em Portugal - Pablo Almada
Espanha - Aquisición de la nacionalidad española por parte de los hijos de inmigrantes brasileños nacidos en españa: Regulación legal - Patricia Teixeira do Carmo
Moderador - Flávio Carvalho – Associação Coletivo Brasil Catalunya

COMUNICAÇÃO: INTEGRAÇÃO E CULTURA - 16h30

Europa - Futebolistas brasileiros na Europa: migração ou circulação? – Dra. Carmen Rial
Inglaterra - Food and identity among Brazilians in London - Maria das Graças Brightwell
França - El Brasil de Francia: Representación de la Cultura Brasileña, la Imagen del País y la Conservación de Estereotipos - Tatiana Diniz
Espanha - Capoeira transnational communities: Identity politics, power and culture - Theodora Lefkaditou
Moderadora - Olivia Sheringham - Grupo de Estudos sobre Brasileiros no Reino Unido.

quarta-feira, novembro 24, 2010

II Congresso de Língua Portuguesa (Almada - Portugal)

Inscrições para o II FESTIN - Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa

Até 15 de Janeiro de 2011 estão abertas as inscrições para a segunda edição do FESTIN - Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa, que acontece no cinema São Jorge, em Lisboa, dos dias 26 de Abril a 1 de Maio de 2011.

Podem concorrer Curtas, Médias e Longas-Metragens, além de Documentário ou Ficção. A única exigência é que tenham a língua portuguesa representada.

Inscrições e mais informações podem ser obtidas em: http://festin-festival.com/

domingo, novembro 21, 2010

Coimbra acolhe especialistas em novas disciplinas

Pensar Fora da Caixa é o nome do evento que está a acontecer, este fim-de-semana, em Coimbra. Neste evento está-se a discutir o papel da criatividade enquanto motor de desenvolvimento de um país em crise, trazendo-se para a mesa aqueles que estão a transformar ideias em acção, nos campos do design, marketing, comunicação, gestão e cultura. A SIC Radical está transmitindo em directo e também é possível acompanhar através da Internet.

sexta-feira, novembro 19, 2010

"Brasileiros que venceram em Portugal"

Foi transmitida ontem, pela TV Record, uma reportagem do Jornalista Mauro Tagliaferri, que conta a história de dois brasileiros que conseguiram vencer em Portugal. Em tempo de crise, esta reportagem pode ser um estímulo para os outros milhares de brasileiros que vivem neste país, correm atrás do sucesso, mas ainda não conseguiram encontrá-lo... Sabemos que é difícil... mas nada é impossível, pois não? Tudo é uma questão de visão comercial e um pouco de sorte, ou seja, estar no lugar certo, na hora exacta!
Assista a reportagem em:

quinta-feira, novembro 18, 2010

Curso de Segurança e Defesa para Jornalistas

O Instituto de Defesa Nacional decidiu retomar a realização do Curso de Segurança e Defesa para Jornalistas, com o objectivo de ampliar e descentralizar as suas actividades de formação, bem com de alargar o universo dos destinatários.
O Curso visa conferir “competências e conhecimentos e fomentar a reflexão e o debate sobre as grandes questões no domínio da Segurança e Defesa”, e abrange diversas áreas temáticas, tais como: o Quadro Geral da Segurança e Defesa; Segurança Cooperativa; o Sistema de Alianças e a Cooperação Internacional; a Política de Defesa Nacional; Economia de Defesa; Tecnologia com Inovação; e a análise de casos de estudo, entre outras.
O Curso, organizado em quatro módulos, perfazendo um total de 40 horas, decorrerá de 29 de Novembro a 14 de Dezembro de 2010, todos os dias entre as 15h00 e as 19h00.
O último módulo será eminentemente prático, de forma a promover o exercício das competências adquiridas dos auditores do Curso, através da apresentação de peças da sua responsabilidade sobre os casos de estudo previamente seleccionados.
Os frequentadores do Curso receberão um diploma desde que preencham os requisitos de assiduidade (90% de presença efectiva em cada um dos módulos) e apresentação do trabalho final sobre o caso de estudo que lhes tenha sido atribuído. (In http://www.jornalistas.eu/noticia.asp?id=8396&idCanal=99)

quarta-feira, novembro 17, 2010

Será que o jornalismo investigativo está em vias de extinção?

Uma reportagem escrita pela jornalista Branca Vianna e publicada na Revista brasileira "Piauí" discorre, ao longo de 6 páginas on-line, sobre o Jornalismo investigativo e a sua viabilidade nos dias de hoje. A reportagem na íntegra pode ser lida em:
http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao_49/artigo_1430/Caro_trabalhoso_chato.aspx , mas como trata-se de um texto bastante extenso, deixo-vos aqui alguns enxertos do que, ao meu ver, é o principal:

“O tipo de jornalismo que fiz a vida toda, com reportagens investigativas longas, de estilo narrativo, acabou.” (Steve Coll)
O motor da crise está na internet, que alterou tanto a maneira como a imprensa escrita obtém lucro quanto os hábitos de leitores e anunciantes.
Os classificados garantiam a sobrevivência dos jornais não só pelo seu peso na receita, mas também pela pulverização que representavam. Junto com os anúncios do comércio local, eles garantiam o equilíbrio das contas, caso o jornal perdesse um ou outro anunciante de grande porte. Com os anúncios publicados em sites, através da Internet, isso acabou.
É por isso que Steve Coll acha uma falácia debater se os leitores devem ou não sustentar os jornais pagando pela leitura on-line. “Leitor nunca sustentou jornal. Eram os classificados e os anunciantes que o faziam”, ele disse. E tanto um como o outro foram atraídos para a internet.
A crise se instalou. A companhia que controla o Los Angeles Times e outros jornais tradicionais, como o Chicago Tribune, pediu concordata. O Washington Post, cuja margem de lucro caiu 25% nos últimos cinco anos, sobrevive subsidiado pela Kaplan, empresa de materiais didáticos pertencente ao mesmo grupo. O New York Times, com uma queda de 50% na margem de lucro, foi obrigado a tomar um empréstimo a juros altos do bilionário mexicano Carlos Slim. A revista semanal Newsweek, que no ano passado perdeu 30 milhões de dólares, foi vendida para o milionário Sidney Harman por 1 dólar (mais as dívidas). A circulação da mídia impressa caiu 30% em um par de anos. Calcula-se que 26 mil jornalistas tenham perdido o emprego desde 2008. As áreas que mais sofreram foram o jornalismo investigativo e a cobertura internacional. Apesar disso, “A elite intelectual nunca teve tanta informação de qualidade à disposição”, disse. “Todos os grandes jornais e revistas do mundo estão on-line e vão sobreviver. O drama é o desaparecimento da mídia local, pois isso significa que a classe média perdeu as fontes de informação qualificadas. Antes, todo mundo via o noticiário principal da televisão, e lia na Time ou na Newsweek a versão resumida do que saía nos veículos mais sofisticados – isso além de ler sempre os jornais locais. Hoje o que a classe média consome são as notícias policiais, as fofocas da tv aberta e a gritaria partidária dos canais a cabo. É muito difícil governar com seriedade um país com uma população desinformada.”( Gerry Marzorati)
“O jornalismo investigativo é o ramo mais importante para o funcionamento de uma democracia – e o que mais está em risco”. (Steiger) Investigações jornalísticas são trabalhosas, caras, demandam tempo e nem sempre rendem reportagens publicáveis. Pode se passar meses escarafunchando um assunto e não conseguir material suficiente. A maioria exige viagens e algumas requerem mais de um repórter trabalhando em tempo integral. As reportagens podem levar semanas, meses ou anos para ficar prontas. Também costumam ser bem mais longas do que as matérias comuns, o que, no mundo do Twitter, lhes reduz o número de leitores em potencial. Neste contexto, a imprensa regional tem sido a maior vítima da crise. Para Susan White, os jornais regionais “cometem suicídio” ao incentivar os repórteres a escrever “o mesmo tipo de matéria curta e superficial” que caracteriza a internet e a televisão.
“Matérias investigativas tratam de assuntos delicados, requerem checagem cuidadosa de todos os fatos e de todas as fontes. Tudo passa pelos advogados, o que aumenta o custo. Hoje, são poucas as organizações jornalísticas capazes de arcar com um projeto assim.” (Gerry Marzorati). (Nos Estados Unidos, todas as reportagens e artigos que lidam com fatos polêmicos passam por avaliação jurídica, como precaução contra processos.)
Jesse Eisinger, repórter financeiro da Pro Publica, acha que as redações menores, as locais, vão todas fechar, mas não só por falta de financiamento. Há outro motivo: a falta de leitores. “A verdade é que jornalismo investigativo não é popular nem entre anunciantes, nem entre leitores,” disse. Só raramente aparece um assunto empolgante como Watergate ou Abu Ghraib. Em geral, são temas que as pessoas preferem ignorar. “É um jornalismo difícil de fazer e chato de ler,” disse Eisinger.
A imprensa americana começou a esboçar uma reação. Os jornais que ainda têm dinheiro estão investindo pesado em seus sites. O New York Times cobrará pelo acesso on-line a partir de janeiro de 2011. A empresa estima que o nytimes.com perderá 20 milhões dos seus atuais 22 milhões de leitores quando a cobrança for instituída. O Times de Londres fechou seu site aos não pagantes em julho. O jornal não revela números, mas calcula-se que tenha perdido entre 80% e 90% dos leitores on-line.
Um dos poucos consensos é que a era do jornal de papel está próxima do fim. Pode ser muito difícil convencer o leitor a gastar dinheiro com o site de jornal que ele acessa de graça há dez anos. No entanto, é considerado natural pagar por serviços móveis, como sms, ringtones, chamadas de voz e caixa postal. Os aplicativos disponíveis no iPhone provam que o consumidor não se incomoda em pagar por novos serviços que lhe pareçam importantes. A esperança é que incluam nessa categoria os seus jornais e revistas prediletos.

sexta-feira, novembro 12, 2010

Encontros de Lusofonia em Torres Novas

De 15 a 20 de Novembro acontece, em Torres Novas, a terceira edição dos Encontros de Lusofonia.
Esta edição pretende ser mais um marco nos acontecimentos culturais de Torres Novas, através da celebração da língua portuguesa e dos laços da lusofonia.
Durante uma semana, conferências, música, dança, sessões de cinema, exposições, uma feira do livro lusófono, workshops, oficinas e ainda um programa de rádio, acontecem no Teatro, na Biblioteca e nas escolas de Torres Novas.
Ao longo destes seis dias passarão por Torres Novas especialistas de áreas como: política, artes e economia, que irão celebrar a língua portuguesa, o mundo lusófono, e promover a cooperação intercultural.

A programação completa deste evento pode ser obtida em:

terça-feira, novembro 09, 2010

EXPOSIÇÕES, CINEMA, CONCERTOS E CONFERÊNCIAS!

“Imigrantes, os Emigrantes que somos” é o tema da 3ª edição de ROTAS & RITUAIS, patente no Padrão dos Descobrimentos e no Cinema São Jorge de 15 a 30 de Novembro.

ROTAS & RITUAIS traz a Lisboa uma reflexão sobre os movimentos migratórios globais e a diversidade cultural das sociedades contemporâneas através de várias manifestações artísticas:
- duas exposições de fotografias, abertas ao público, no Padrão dos Descobrimentos( Luso-Tropicália) e no Cinema São Jorge (Imigrantes, Emigrantes somos nós);
- seis concertos de música pop contemporânea que testemunham a diversidade das origens e das influências musicais presentes no solo português (Couple Coffee, Sagas, Mister Lizard, Os Dias de Raiva, Boss AC e Cacique 97);
- onze filmes que aborda o tema da migração sob várias perspectivas
- e três conferências que vão colocar na mesa questões como a identidade e a integração das populações migrantes na sociedade portuguesa.
- E ainda, um desafio aos mais pequenos (dos 6 aos 12 anos): o atelier Entre Fronteiras!

segunda-feira, novembro 08, 2010

Colóquio "Migrações, minorias e diversidade cultural”

No próximo dia 11 de Novembro (Quinta-feira), a partir das 10h00, a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, recebe o Colóquio "Migrações, minorias e diversidade cultural”.
A entrada é gratuita, mas quem não puder comparecer poderá acompanhá-lo através de transmissão directa online: http://live.fccn.pt/fcg/ 
Este colóquio pretende fazer uma retrospectiva dos últimos cem anos de migrações em Portugal e discutirá a actualidade e o futuro da mobilidade dos portugueses no mundo. Além disso, haverá o lançamento do "Atlas das Migrações", coordenado pelo Centro de Investigação e Estudos em Sociologia do ISCTE, um compêndio que, através de mapas e gráficos de fácil leitura, esquematiza e explica cronológica, geográfica e sociologicamente não só a emigração portuguesa, como a imigração que tem tido como destino Portugal, ao longo dos últimos cem anos.
O programa deste evento pode ser consultado em: http://www.gulbenkian.pt/section154artId2736langId1.html

sexta-feira, novembro 05, 2010

Sindicato dos Jornalistas Portugueses aderem à greve geral

Em Assembleia Geral do Sindicato dos Jornalistas (SJ) de Portugal ficou decidido o apoio à decisão da Direcção do SJ de aderir à Greve Geral marcada para o próximo dia 24 de Novembro.
Mais informações em: http://www.jornalistas.eu/noticia.asp?id=8368&idCanal=2

quinta-feira, novembro 04, 2010

Curso de Iniciação à Infografia

O CENJOR promove, de 8 a 26 de Novembro de 2010, um curso de Iniciação à Infografia, com a duração de 60 horas. Este curso que visa habilitar os formandos a identificar programas de ilustração, planear e executar vectorizações, desenho técnico e infografias.

O programa formativo inclui as seguintes matérias: conceitos base de imagem digital; operacionalização; processamento digital da imagem; pré-processamento de imagens; vectorização; optimização de imagens; perspectiva; pictogramas; desenhos gráficos; e operacionalização de ilustrações descritivas, gráficos editoriais e mapas topográficos.

A formação decorre em horário pós-laboral, de 2.ª a 6.ª feira, das 18 às 22 horas, e destina-se a candidatos com actividade na Comunicação Social, que demonstrem ter um perfil adequado aos objectivos do curso.

Para o efeito, os interessados deverão efectuar a candidatura através do formulário de pré-inscrição on-line, disponível no sítio do CENJOR (http://www.cenjor.pt/ - link: Candidaturas), seguido do envio do Curriculum Vitae, uma vez que a selecção será feita com base na análise curricular dos candidatos.

A taxa de frequência desta acção de formação é de 60 euros e a conclusão da acção habilitará os formandos a prosseguirem a sua formação contínua nesta área, frequentando, posteriormente, os cursos de Aperfeiçoamento e de Especialização em Infografia, que se encontram em preparação (vide programas e mais informações em www.cenjor.pt).

quarta-feira, novembro 03, 2010

Brasil - Portugal em Movimento

Para ver o Programa, clique aqui!

Exposição "Juntos vivemos melhor"

Até ao próximo dia 6 de Novembro (Sábado) o Espaço Santa Casa acolhe a exposição da artista plástica Tânia Marques, "Juntos vivemos melhor"  (uma exposição no âmbito dos Roteiros de Saúde para todos os imigrantes).
O Espaço Santa Casa está localizado na Rua do Carmo nº 17-21, em Lisboa/ Portugal.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Em Portugal, Dilma também vence e segundo turno decorre de forma tranquila

Como no primeiro turno, pouco mais de 4 mil brasileiros (34,3%), ou seja, cerca de 1/3 do eleitorado brasileiro cadastrado para votar em Lisboa (Portugal) o fizeram neste segundo turno. A candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Rousseff, continuou com a preferência deste eleitorado, conquistando um resultado, ainda sujeito a aprovação do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, de cerca de 57,9% dos votos válidos (no primeiro turno ela havia conquistado 57%). Mas se no primeiro turno, o candidato José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) ficou em segundo lugar, com cerca de 29% dos votos válidos; e Marina Silva, candidata do Partido Verde (PV), com cerca de 15% dos votos válidos, pode-se dizer que, neste turno, Serra conquistou o eleitorado de Marina, subindo para cerca de 42,1% da preferência.

Na cidade do Porto os resultados não foram muito diferentes. Cerca de 35% dos cadastrados compareceram às urnas, e dos votos válidos, 58% foram para a candidata do PT e 42% para o candidato do PSDB.

Em Portugal as votações são só para Presidente e acontecem somente na capital Lisboa e na cidade do Porto. Este ano, diferentemente dos anos anteriores, e devido ao grande número de eleitores cadastrados (mais de 23 mil), as votações não puderam ser realizadas nem na Embaixada do Brasil em Lisboa e nem no Consulado Geral do Brasil no Porto. Os locais escolhidos foram a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e o Hotel Ipanema Porto.

Como no Brasil, as eleições realizaram-se das 8h00 às 17h00 (horário de Lisboa), através do sistema de urna eletrônica.

Este segundo turno em Lisboa foi marcado por uma maior ordenação na recepção dos eleitores. Diferentemente do primeiro turno, foram afixados, logo à entrada da Faculdade de Direito, os nomes e respectivas secções onde cada cidadão deveria votar. Deste modo, aqueles que já tivessem o título de eleitor, ou qualquer outro documento brasileiro com foto, bastavam verificar para qual das 31 secções deveriam se dirigir. Os eleitores cadastrados que ainda não tivessem buscado o título de eleitor no Consulado do Brasil em Lisboa, poderiam fazê-lo num local da faculdade que foi destinado exclusivamente para isto. Isso evitou uma certa confusão verificada durante o primeiro turno, onde tanto aqueles que só pretendiam saber em qual secção votar, como aqueles que queriam pegar o título, tiveram de fazê-lo no mesmo local.

Nomes e secções são afixadas na entrada da Faculdade de Direito de Lisboa
No entanto, o mesmo não pôde ser dito do que se passou do lado de fora da faculdade, antes dos portões se abrirem. A estudante paulistana Bárbara Nankin, que vive em Lisboa há dois anos, reclamou da falta de organização do lado de fora da faculdade: “Cheguei às 7h00 e já haviam pequenos grupos formados em ambos os lados dos portões. Não dava para saber de que lado era fila, e nem onde ela começava. Como ninguém veio avisar e também não havia ninguém para perguntar, escolhi um dos lados e só depois descobri que havia escolhido o lado errado. Ou seja, não adiantou nada chegar às 7h00!” Entretanto, após ter votado, Bárbara confessou que, “desta vez, aqui dentro, está tudo muito mais organizado. Foi melhor este “esquema” do que o que fizeram no primeiro turno.”

Como Bárbara, a dona de casa maranhense Maria Pinheiro, que vive há 12 anos em Portugal, na cidade de São Domingos de Rana (há cerca de 20 quilómetros da Lisboa), também optou por votar mais cedo neste turno. “No primeiro turno foi muito confuso, ninguém sabia explicar nada e, por isso, desta vez, resolvemos vir bem cedo”. Ela, o marido e a filha foram uns dos primeiros a votarem e também revelaram que, “desta vez, foi mais tranquilo”.

Do lado de fora da faculdade, as pessoas não sabiam de que lado formava-se a fila
Como no primeiro turno, os portões da Faculdade de Direito de Lisboa abriram às 8h05 e, mais uma vez, o mau tempo fez com que apenas 70 pessoas já estivessem à espera. Novamente, Francisco Oliveira foi o primeiro da fila. Este fisioterapeuta carioca, que já está em Portugal há 29 anos e vive na cidade de Mafra (há cerca de 50 quilómetros de Lisboa), chegou à mesma hora da eleição anterior, às 6h10, porque mais tarde tinha outros compromissos. Mas se, da primeira vez, Francisco votou na candidata do Partido Verde Marina Silva, desta vez confessou que, “agora não teve jeito, tive que votar na Dilma”.
O empresário mineiro Paulo Roberto Alvez com o fisioterapeuta carioca Francisco Oliveira, o primeiro da fila novamente
Mas nem todos os primeiros da fila o são por convicção. A babá Carmelita Lima e o marido, naturais da Bahia e residentes em Lisboa há 5 anos, chegaram às 6h20, ocupando os segundo e terceiro lugares da fila, respectivamente, mas isto só aconteceu porque, “o horário mudou e eu não sabia! Só aqui fiquei sabendo que hoje entramos no horário de inverno e que tínhamos que atrasar o relógio em uma hora”, confessou. Carmelita disse ainda que se não fosse obrigada a votar não votaria. “A gente já trabalha a semana toda e ainda tem que vir aqui no Domingo, com esse frio? Para quê? Independente de quem ganhe, nunca, ninguém, faz nada pela gente mesmo”, lamentou. Mesmo assim, esta baiana que tem dois filhos, um de 9 e outro de 14 anos, garantiu que, quando os filhos estiverem criados, pretende voltar ao Brasil.

O próximo a chegar foi o empresário mineiro Paulo Roberto Alvez que, assim como os cidadãos anteriores, também referiu só votar por ser obrigatório. “Vivo em Lisboa desde 1990 e sempre votei porque sou obrigado. Mas não concordo com isso. Acho que num país democrático deveríamos poder escolher se queremos ou não votar”, salientou.

Nestas eleições houve também quem não tivesse votado no primeiro turno. Este foi o caso da vendedora fortalezense Bruna Magalhães, que vive há 5 anos em Almada (há 15 quilômetros da capital) e disse não ter votado da primeira vez porque, “estava trabalhando e esqueci-me completamente”. No entanto, garantiu: “Mas vou justificar!”

23.182 brasileiros encontram-se cadastrados para votar em Portugal. Pouco mais de 12 mil em Lisboa e quase 11 mil no Porto (segundo dados do TSE). Os brasileiros que votam em Lisboa vivem nas regiões centro e sul do País, para além das ilhas da Madeira e dos Açores; e os que votam no Porto residem na região norte de Portugal. Trata-se do segundo maior colégio eleitoral fora do Brasil, só ficando atrás dos Estados Unidos.

Também neste turno fatores como a chuva, a proximidade com o feriado de hoje, e o fato dos brasileiros que vivem longe de Lisboa e do Porto serem obrigados a votarem nestas cidades, podem ter contribuído para que a abstenção permanecesse alta, ou seja, cerca de 65,7% do eleitorado cadastrado não compareceu às urnas.

Cartilha "Brasileiros e Brasileiras no Exterior - Informações úteis"

Para quem ainda não conhece, aqui fica esta cartilha elaborada pelo Governo Federal Brasileiro, que procurar informar os imigrantes brasileiros no mundo, sobre os seus direitos, deveres e também os riscos que correm quando decidem emigrar.

Guia de Retorno ao Brasil

O Itamaraty lançou recentemente o "Guia de Retorno ao Brasil – Informações Úteis sobre Serviços e Programas de Acolhimento". Trata-se de uma cartilha que contém informações sobre programas e serviços disponíveis no Brasil, dos quais podem beneficiar-se brasileiros que retornam do exterior em situação de desvalimento.

Esta cartilha destina-se à agentes consulares, funcionários de organizações de acolhimento governamentais e não-governamentais e voluntários das comunidades brasileiras em geral, pois munidos de informações sobre programas e serviços disponíveis no Brasil, nas esferas de saúde física e psicológica, trabalho, educação, moradia e abrigo, esses agentes multiplicadores poderão orientar os brasileiros que se encontram em vias de retornar. O objetivo é auxiliar o seu processo de reinserção social e econômica no País.


Informações retiradas do site da Embaixada do Brasil em Lisboa