terça-feira, abril 05, 2022

Alguns trabalhos que me deram muito prazer!

Remexendo no passado, encontrei algumas reportagens que me deram muito prazer!

Em 2001, eu fiz uma série de 3 reportagens para o Jornal Integração, acerca da "Paz".

A primeira delas, publicada em maio de 2001, deu a conhecer o trabalho que a Unipaz, uma universidade especializada no assunto, estava a fazer naquela altura.

A segunda, publicada em Junho de 2001, entrevistou o já falecido padre Haroldo Rahm (1919-2019) que deu a conhecer o que a Associação Promocional Oração e Trabalho estava a fazer, naquela altura, para a recuperação de toxicodependentes.

Por fim, a terceira reportagem desta série, publicada também em Junho de 2001, deu conta de instrumentos menos convencionais e mais alternativos, que também contribuíam para que algumas pessoas encontrassem a paz, como a astrologia e a radiestesia:


Juliana Iorio, 2001

quarta-feira, março 30, 2022

Encerrando um capítulo

Eu nasci em Campinas, vivi 24 anos da minha vida nessa cidade, 1 ano em Belo Horizonte, e os ultimos 22 anos em Portugal (Castelo Branco, Lisboa e Amadora). Hoje, estou encaixotando o que, desses 47 anos de vida, ainda estavam em Campinas, uma vez que os meus pais não vão mais morar aqui. É muito estranho saber que já não terei a casa dos meus pais em Campinas, quando vier aqui... Mas, mais estranho ainda, é perceber o quanto eu fiz em 47 anos de vida, o quanto eu acumulei, o quanto eu guardei, sendo que sempre tive a sensação de que não fazia nada, ou fazia muito pouco... Desde a faculdade, sempre tive o hábito de guardar o que publicava. Desde a revista da própria faculdade, até as minhas primeiras experiências profissionais, no jornal "O Arroto", de Itapira 😂; "A Voz", de Sumaré, até todos os exemplares dos anos que trabalhei no jornal Integração, de Barão Geraldo. No meio do caminho, fui correspondente do "Jornal 4 esquinas", que na época existia em Viseu (Portugal), da revista "Mundo Brasil ", que na época existia em Itália, até que emigrei para Portugal (Castelo Branco), onde trabalhei no Jornal "O Povo da Beira". Esse jornal me deu o primeiro contato com a língua portuguesa, norma-padrão europeia. Assim, após um período escrevendo "Breves", para me habituar às variações linguísticas, comecei a escrever notícias e reportagens sobre todos os assuntos relacionados com o Distrito de Castelo Branco. Isto fez com que eu me familiarizasse não só com a vida política, económica e social desse pedacinho de Portugal, como me deu a oportunidade de conhecer parte da cultura portuguesa, que até então eu não conhecia. Foi lá que fui à um concerto do finado pianista Bernardo Sasseti, foi lá que conheci a pianista Maria João Pires, o poeta Valter Hugo Mãe, e assisti à um concerto em homenagem à Zeca Afonso.
Mas Portugal me deu, também, a oportunidade de fazer um mestrado em Comunicação e Indústrias Culturais, de ser convidada pelo professor Rogério Santos para escrever na Revista Media XXI, de conhecer o colega de mestrado Rui Marques, antigo Alto Comissário para as Migrações (ACM), e de trabalhar para a equipa de comunicação do Programa Escolhas, um programa do ACM, e para o Programa Nós, um programa de TV do ACM, transmitido pela RTP2. Esses programas me deram a possibilidade de adquirir a minha carteira profissional de jornalista em Portugal e de começar a desenvolver trabalhos como freelancer no Brasil e em Portugal. E foi assim, como freelancer, que trabalhei para o Portal UOL, que me associei à Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal, que passei a escrever artigos de opinião para o Jornal Diário de Notícias, que colaborei com a Revista Persona Mulher e com o Portal G1. Hoje, joguei muita coisa fora... Mas não podia deixar tudo ir para o lixo sem assinalar o quão importante foram todas essas experiências para mim. Afinal, não foram tão poucas assim...


Juliana Chatti Iorio
30 de Março de 2022

domingo, outubro 10, 2021

Finalmente... as ilhas!

Pois bem, quando se decide fazer uma viagem à Grécia, penso que é um desperdício de tempo e dinheiro  conhecer somente a sua capital continental, Atenas, e que devemos aproveitar para também conhecer algumas das mais de 6 mil ilhas/ ilhotas pertencentes à esse país. 

Eu escolhi Santorini e Creta, a primeira por ser uma das ilhas mais turísticas, onde praticamente todas as imagens que vemos da Grécia remontam as casinhas localizadas nas escarpas desta ilha; e a segunda porque, para além de ser a maior e mais populosa ilha grega, é berço daquela que é considerada a civilização mais antiga de que se há registo na Europa, a Minoica. Além disso, segundo a mitologia grega, foi em Creta que viveu o minotauro, para além de, é claro, eu ter no imaginário as cenas do filme "Zorba - o Grego"! :)

Desta forma, a viagem de Atenas à Santorini de ferry dura cerca de 5 horas, passando pelas ilhas de Siro, Mikonos, Naxos e Ios (também pode-se fazer de avião e dura cerca de 50 minutos), e depois a viagem de Santorini à Heraklion (capital de Creta) dura cerca de 2 horas de ferry, e aqui estou a falar dos ferries de alta velocidade (que vão mesmo numa velocidade estonteante!) Até mesmo as paradas nas ilhas, para recolher e deixar passageiros, se dão numa velocidade, que se o passageiro não estiver mesmo atento, certamente não conseguirá descer do ou embarcar no ferry! Essas viagens são mesmo uma loucura! Embarca-se a correr, larga-se a mala em qualquer lugar (é tudo na base da confiança mesmo, pois deixamos as malas, junto com as de outros passageiros, na parte de baixo do ferry, e não há nenhum comprovativo, nenhuma identificação, de qual mala é sua. Logo, se alguém mal intencionado quiser roubar a sua mala, já era!), subimos para a parte de cima do ferry, e ficamos torcendo para os passageiros que descerem nas ilhas antes de nós, não nos levarem a mala!

O speed do Ferry!

O desembarque do Ferry!

Bem, mas vamos ao que interessa! Santorini! 

Sabe aquele lugar que você diz: "Eu nunca vi nada igual!"? Pois bem, Santorini é um desses!

Como eu já havia pesquisado sobre essa ilha, escolhi ficar em Fira (ou Thira), que é a capital de Santorini, e alugamos um ATV (moto quatro) para conhecer o resto da ilha. Dá perfeitamente pois a ilha é pequena, para além de ser barato, fácil de andar e de estacionar. Assim, um dia fomos conhecer o lado das praias (Perissa, Red beach e Kamari), e no outro dia fomos até Oía, uma das pontas da Ilha, onde dizem que se vê o melhor pôr do sol. Sinceramente, em qualquer lugar em Santorini vê-se o pôr do sol! Portanto, não, você não tem que ir à Oía no fim do dia para ver o pôr do sol.
Oía é bonita, mas não mais do que Fira,
Fira é uma cidade cara, mas não mais do que Oía,
e, por fim, o pôr do sol em Fira é espetacular!
Outra coisa para se ter em atenção: Nunca esqueça que você está numa ilha! Portanto, se um restaurante na escarpa, do lado mais movimentado de Fira, pratica preços proibitivos, lembre-se que do restaurante que não estiver na escarpa, provavelmente você também terá uma vista sobre o mar, mas pagará muito menos!

Fira (Thira)

Oía

Pôr do sol em Fira (Thira)

Já do lado das praias, aí é preciso ver que tipo de praia você prefere. Se você prefere praia "selvagem", daquelas que não tem nenhuma estrutura, e que também não é muito fácil de chegar, escolha a "Red beach".
Red beach

Mas se você é como eu, e não gosta de ir para praia carregando chapéu de sol (guarda-sol), cadeiras e etc, então escolha Kamari ou Perissa. Perissa já tem alguma estrutura, mas Kamari tem mais (hotéis, restaurantes e etc...)! Não sei se por ser Setembro, mas o facto é que em Kamari (diferentemente das praias em que eu havia estado no Algarve - Portugal - no mês de Julho) nenhum estabelecimento estava a cobrar o aluguer da palhota (palhoça) e das espreguiçadeiras (cadeiras reclináveis). É lógico que estas pertenciam a um restaurante e nós acabamos por consumir naquele em que ficamos. Mas a verdade é que ninguém nos veio perguntar nada! Deixaram-nos super à vontade, de modo que só consumimos porque quisemos. É de salientar que os preços na praia, não diferem muito dos praticados no resto da ilha.
O mar em Kamari é sem ondas e sem peixes. Parece uma piscina. Tb não há areia. Pisamos dentro e fora em rocha vulcânica (ou seja, lava que secou e forrou o chão). Logo, dentro da água o "chão" é liso e não machuca os pés, e fora da água há pequenas rochas (pedras) vulcânicas, e aí sim convém andar de chinelos.
Kamari

Kamari

Perissa

Como já referi em post anterior, este não é um blog de viagens... Mas como entre as coisas que eu mais gosto de fazer na vida estão escrever e viajar, esse "diário de bordo" significa que quando eu viajo, eu aproveito a viagem antes (preparando a mesma), durante (vivendo a mesma), e depois (recordando a mesma)!


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sábado, outubro 09, 2021

Atenas - Parte 2 - e ainda nem cheguei às ilhas! :)

Mais do que a Acrópole, quem vai à Atenas tem que ir ao Monte Licabeto, o local mais alto da cidade (o segundo é a Acrópole). De lá, a vista que temos da cidade (em 360 graus) é magnífica! E subir através de um teleférico incrustado no meio da montanha, é uma experiência única! Pelo menos, eu nunca havia subido num teleférico que fica dentro de um túnel, no escuro, e sem vista!


Chegando ao Monte Licabeto, penso que para qualquer geógrafo (ou não), é muito interessante ver a falta de ordenamento do território, a falta de planeamento urbano, com que Atenas cresceu! É mais uma prova da descontração do ateniense... foi-se construindo os prédios uns em cima dos outros, em todas as direções possíveis, e transformou-se a cidade num verdadeiro labirinto. Outro dado interessante é que praticamente todos os prédios tem um terraço em cima, um rooftop. Por isso, se quando você vir um hotel em Atenas, o mesmo te apresentar um terraço com vista para a Acrópole, não se impressione muito! É muito provável que em qualquer hotel que você fique nessa cidade, haja um!

Vista de Atenas a partir do Monte Licabeto

Devido a essa configuração "labiríntica", o trânsito em Atenas é caótico. No entanto, funciona! Como eu referi no texto anterior, em Atenas quase não se vê polícias nas ruas. No entanto, nas horas de ponta, eles aparecem muito energéticos, com os seus apitos incessantes, para colocarem alguma ordem naquele caos (e aqui vale a pena destacar uma outra particularidade desse país, com quantidade de café que o grego bebe por dia, é impossível eles não serem enérgicos! Hahahahahaha! Por causa do calor, o grego bebe café gelado como se fosse água! Aliás, a água é mais uma das particularidades, no meio de tantas, que encontrei na Grécia! Sobretudo em Atenas, a água é muito salobra. Talvez, por esse motivo, e mais uma vez por causa do calor, em qualquer lugar que você vá - em qualquer café ou restaurante, não só em Atenas, mas na Grécia como um todo - a primeira coisa que te trazem à mesa é Água. Não sei de onde eles tiram a água e nem que tipo de tratamento fazem para que possamos bebê-la, uma vez que beber água da torneira é impossível - ela é mesmo salgada! Mas sei que a garrafa ou os copos de vidro com água que qualquer estabelecimento coloca à mesa, é perfeitamente bebível, e não nos cobram nada por isso.)

Atrás a garrafa de água, na frente o café gelado!

Após servirem água, trazem o menú (cardápio), perguntam o que queremos, e quando recolhem o pedido, recolhem também o menú e, numa rapidez que só lá ví, te trazem o pedido juntamente com a conta! Mas isso não é porque eles querem que você consuma logo e vá embora! O grego tem uma pressa em servir o mais rápido possível, deixar a conta na mesa para que você saiba o montante que consumiu até aquele momento, mas depois, desaparece! E isso é igual em todos os lugares! Ou seja, te deixam tão à vontade, que se você quiser pedir mais alguma coisa, ou quiser ver o menú novamente, terá de torcer para encontrar o garçon de novo! :)

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quinta-feira, outubro 07, 2021

Férias! Conhecendo Atenas e algumas poucas ilhas gregas...

 ... poucas, mas deslumbrantes!

Há muito tempo que não publico nada aqui, nem as viagens que faço, e que tanto gosto!

O facto é que, em março de 2020, quando a COVID invadiu o nosso mundo, sinceramente eu não pensei que conseguiria voltar a viajar "assim"... E quando digo "assim", quero dizer, de uma maneira "quase" normal, porque tirando as máscaras no interior dos locais, não ví muitas diferenças entre o "velho" e o "novo" normal.

No entanto, o facto é que em Setembro de 2021, eu tive o privilégio de visitar um dos países que estava na minha listinha de "países a visitar antes de morrer": a Grécia! (não que eu tenha conseguido conhecer "a Grécia", mas o que consegui conhecer, valeu!)

Como este não é um blog de viagens, este também não é um daqueles posts com dicas de viagens, onde todos falam a mesma coisa, mas que de facto nos ajudam a planejar uma viagem! Este é só um relato, através do meu olhar, sobre este país.

Então vamos começar por Atenas:

A primeira impressão que tive quando cheguei em Atenas foi: "Cheguei num país com o calor igual ao de muitas regiões do Brasil, o que para mim é insuportável!" No entanto, no meu segundo dia, o clima me presenteou com uns amenos 21 graus, ou seja, uma temperatura perfeita para visitar a Acrópole! (bendito seja o mês de setembro para se conhecer este país!) Não pretendo falar sobre a Acrópole, pois existem centenas de blogs que já o fizeram. Mas trata-se de um conjunto de ruínas grandiosas (que correspondem à edifícios que foram grandiosos, mas não são mais, que um dia o homem foi capaz de construir, depois foi capaz de destruir, e agora está tentando preservar).
Como eu que não tenho muita paciência de visitar museus, ainda mais numa cidade que é um museu a céu aberto, e que "tropeçamos" em história por todo lado, e estava mais interessada na história que Atenas está a escrever agora, após visitar a Acrópole, e ter visto o que o ateniense do passado foi capaz de fazer, tentei perceber o que o ateniense de hoje têm sido capaz de fazer. E é aí que a cidade de Atenas me deixou confusa, e com uma mistura de sentimentos!
Por um lado, ver os monumentos arqueológicos pichados, ou melhor, a cidade inteira pichada (poderão ter uma pequena ideia no vídeo abaixo), deixou-me com a sensação de que, se calhar, o ateniense de hoje, não está tão preocupado em preservar o que lhe restou da sua história quanto nós - povo dito civilizado - gostaríamos. Por outro lado, essa falta de preocupação com o passado, esse "viver e deixar viver", mais preocupado com o "carpe diem", talvez seja o indicador do porque a Grécia foi o berço da civilização ocidental e porque foi lá que nasceu a democracia. Talvez ser civilizado e viver democraticamente seja exatamente isso: Cada um fazer o quer, sem atrapalhar a vida e o futuro das outras pessoas, mas também sem se preocupar muito com o passado...
Por isso, em Atenas, quando encontra-se uma ruína no meio da rua, coloca-se uma grade em volta, e já está! Quem quiser entrar no espaço para ver a ruína mais de perto, paga e entra. Mas quem não fizer questão, vê na mesma, ainda que de longe, do lado de fora da grade. Em Atenas, ainda anda-se de moto sem capacete, ainda fala-se ao telemóvel enquanto se conduz, ainda fuma-se em qualquer lugar, e pelo jeito ninguém está muito preocupado com isso... Parece que ninguém tem medo de sofrer um acidente e morrer, devido a estar sem capacete ou porque outra pessoa que conduzia ao telefone provocou o acidente... Também parece que ninguém está muito preocupado com o facto de você ser fumador ou não... É como se pairasse no ar a seguinte filosofia de vida: "Se fumar mata, o problema é seu. Você certamente morrerá mais rápido do que eu, que sou fumante passivo, mas como todos vamos morrer um dia, não vamos nos chatear por causa disso!"
Em Atenas quase não há polícias nas ruas, mas sentimo-nos seguros! E sentimo-nos assim porque não se ouve brigas, discussões, e ninguém te incomoda. Ou seja, faça o que fizer, se não estiver a incomodar o outro, está tudo bem!
Por isso, em Atenas, o hotel não te pede certificado de COVID-19, nem teste, nem nada. Parte-se do princípio de que se você assinou um termo de responsabilidade antes de entrar no país, dizendo estar vacinado, então ninguém precisa lhe perguntar mais nada. Ou trata-se de um país que acredita muito no dever cívico ou... Apesar disso, no buffet do pequeno-almoço do hotel, havia uma placa a dizer: "Aguarde alguém para lhe servir". Contudo, como não havia ninguém para nos servir, todos os hóspedes fingiam que não sabiam ler, e serviam-se na mesma. Portanto, aqui ninguém estava a atuar com civismo, mas não havia bagunça, não havia desordem, enfim... tudo parecia muito civilizado, apesar de estarmos a infringir as ordens pré-estabelecidas...
No final de Setembro de 2021, ainda haviam muitos turistas em Atenas (pelo que ouvi, não tantos quanto na primeira quinzena deste mês), mas os cafés e restaurantes em cada esquina, as mesas nas calçadas, junto com as pessoas andando, os carros passando, as bicicletas, trotinetes, motos e os cachorros e gatos (muito gatos, bicho mesmo!), continuavam a conviver todos juntos e misturados... Todos juntos, a ocuparem o mesmo espaço, mas sem invadirem o espaço do outro... Até os gatos sabiam estar... E aí eu comecei a entender que, devido a quantidade deles, apesar do calor, não se vê ratos, baratas e outros insetos, e não se sente maus cheiros.
Em Atenas há uma descontração muito parecida com os países latino americanos, e, como disse, isso gerou um misto de sentimentos nessa sul americana, que apesar de gostar muito dessa descontração, já se acostumou a viver no continente europeu (conotado como o "mais civilizado").
Mas Atenas ainda tem outra vantagem quando comparada a muitas cidades europeias: A culinária grega, que tem uma forte influência da Turquia, faz com que toda essa dualidade de sentimentos se dissipe, e finalmente, somos conquistados e apanhados pelo estômago!
O vídeo deste post têm direitos de autor

terça-feira, agosto 31, 2021

Não existem trabalhos impossíveis, mas desafiantes!

 E hoje (31/08/2021) chega ao fim mais uma experiência profissional muito enriquecedora na minha vida!

Após 6 meses de muito trabalho, concluo a minha participação nos Censos 2021 em Portugal, enquanto Delegada Sub-Regional da Amadora.

Apesar de viver na Amadora desde 2010, passei a conhecer este território como a "palma da minha mão", e a gostar, cada vez mais, desse cantinho multicultural de Portugal!

Foi, de facto, uma experiência única, em que tive a sorte de contar com uma equipa extremamente competente, o que facilitou muito o meu trabalho.

Gerir esta operação num município que conta com uma população de 171.720 indivíduos e 88.122 alojamentos, cumprindo os curtíssimos prazos que tínhamos, só foi possível através de um trabalho de equipa, muito bem coordenado e organizado. Por isso, o meu muito obrigada à todos os envolvidos, e ao Instituto Nacional de Estatística que acreditou em mim, e deu-me essa oportunidade!

Da minha parte, descobri que, para além de #jornalista e #investigadoracientífica, consigo fazer uma boa gestão de equipa, de modo que todas as 6 freguesias deste município conseguiram concluir, em tempo, o trabalho que lhes foi solicitado. Responsabilidade, disponibilidade e muita entreajuda, foram as palavras chaves para o sucesso da operação neste município.

Portanto, que venham novos desafios, novos projetos, porque, a partir de agora, estou aberta a novas oportunidades!

Não existem trabalhos impossíveis, mas desafiantes.
Se realmente queremos, somos capazes de tudo!

quinta-feira, julho 01, 2021

Call for papers - Migración brasileña en Portugal y España: dinámicas y nuevos paradigmas

Eu e a minha colega Sofia Gaspar estamos organizando um monográfico para a Revista Migraciones (Universidad Pontificia Comillas), intitulado "Migración brasileña en Portugal y España: dinámicas y nuevos paradigmas".

Os interessados podem enviar resumos/propostas de artigos (em castelhano ou inglês) até ao dia 15 de outubro de 2021.
Agradecemos a divulgação entre os potenciais interessados!
Call for papers | Migraciones. Publicación del Instituto Universitario de Estudios sobre Migraciones (comillas.edu)

segunda-feira, abril 05, 2021

Censos 2021 - Portugal

Este ano (2021) realiza-se mais um Censo em Portugal. 

No entanto, diferentemente dos anos anteriores, neste serão priorizadas as respostas pela Internet. Trata-se, portanto, de uma operação que, considerando a pandemia da COVID-19 pela qual o mundo todo está a passar, irá incentivar a resposta online, mas também terá em conta o protocolo de saúde pública para auxiliar aqueles que não sabem ou não têm como responder desta forma. Assim, os cidadãos poderão contar com a ajuda do Recenseador, de uma linha telefónica (210 54 20 21), dos chamados "e-balcãos" localizados nas suas freguesias, ou ainda solicitarem o questionário em papel.

Em Portugal, os Censos são realizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em parceria com as autarquias locais, e as respostas através do site censos21.ine.pt poderão ser dadas a partir do dia 19 de Abril (preferencialmente, até 3 de Maio de 2021). Portanto, a partir do dia 5 de Abril, a população já poderá ver os Recenseadores a circularem pelas ruas do país, uma vez que eles estarão a distribuir cartas com os códigos, através das quais cada cidadão poderá responder os Censos de forma cómoda e segura, a partir da sua casa.

Mas afinal, o que são e para quê servem os censos?

Os recenseamentos da população e habitação (Censos) realizam-se de 10 em 10 anos e são consideradas as maiores operações estatísticas realizadas em qualquer país do mundo.  Visam recolher, de forma exaustiva, dados sobre pessoas, agregados familiares, alojamentos e edifícios, a fim de que possamos saber:

. Quantos somos;

. Como somos;

. Onde vivemos;

. Como vivemos.

Muitos não têm conhecimento, mas a importância da recolha desses dados está em, por exemplo, o país ficar a saber:

. O número de escolas, creches e lares de idosos que são necessários para atender a sua população;

. Onde se devem construir hospitais e vias de comunicação;

. Como se devem distribuir os fundos pelas Autarquias locais. 

Logo, se queremos que o local onde moramos tenha escolas, creches, lares de idosos, hospitais, etc, que atendam toda a população; e as Câmaras Municipais e Juntas de Freguesias tenham fundos suficientes para fazerem tudo o que precisam, todos devemos colaborar respondendo aos Censos. Tais respostas obedecem os critérios de confidencialidade (o INE garante a segurança e a confidencialidade da informação recolhida através da Lei 22/2008 de 13 de maio, Decreto-lei 136/2012 de 2 de julho e Decreto-lei 54/2019 de 18 abril), de modo que, por exemplo, mesmo que você seja um imigrante, e ainda que não esteja legalizado em Portugal, não tem com o que se preocupar. Afinal, também é preciso saber quantos e quais são os imigrantes que estão ilegais no país, até mesmo para que se possa criar políticas de apoio à eles.

Assim, as resposta aos Censos são obrigatórias para todos os que vivem em Portugal, porque só através do conhecimento sobre os que vivem neste país será possível a criação de políticas públicas que tenham por objetivo melhorar a vida dessas pessoas.

Portanto, não deixe de participar!